O sequestro da Rua das Margaridas ocorreu entre 24 de agosto e 5 de setembro de 1990, quando cinco fugitivos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Minas Gerais, mantiveram reféns durante doze dias, culminando em uma invasão a um sítio na Rua das Margaridas, em Juiz de Fora. O evento envolveu a tomada inicial de policiais como reféns durante a fuga da prisão e, posteriormente, o sequestro do coronel da Polícia Militar Edgar Soares, que permaneceu cativo por grande parte do período. Considerado um dos sequestros mais longos da história de Minas Gerais, o caso atraiu ampla cobertura midiática nacional na época e continua a ser lembrado em aniversários e relatos históricos.

Sequestro O incidente iniciou em 24 de agosto de 1990, quando cinco detentos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, subjugaram guardas, tomaram nove reféns iniciais e negociaram sua saída. Eles partiram em um carro-forte com quatro policiais como reféns, um dos quais foi morto durante a fuga. No dia seguinte, 25 de agosto, o grupo chegou a Juiz de Fora, estacionou na Avenida Barão do Rio Branco e exigiu armas e um veículo. Eles prosseguiram para o bairro Grajaú, próximo à Igreja Nossa Senhora do Líbano, onde receberam o armamento e o carro solicitado, levando o coronel Edgar Soares como refém. Mais adiante, renderam uma família em um posto de gasolina na BR-040, retornaram a Juiz de Fora e invadiram um sítio na Rua das Margaridas, no bairro Novo Horizonte, tomando reféns adicionais. Os fugitivos mantiveram o controle do local por dias, liberando reféns gradualmente, mas retendo o coronel Soares. No décimo dia, em uma tentativa de fuga, houve troca de tiros com a polícia, resultando em três fugitivos feridos e rendidos.

Desfecho e repercussão No décimo primeiro dia, os dois fugitivos restantes saíram da casa e se reuniram com uma comissão de negociação. Em 5 de setembro de 1990, o coronel Edgar Soares foi liberado por volta das 8h30min, e os últimos criminosos foram presos. Não há relatos de pagamento de resgate; a resolução envolveu negociações e intervenção policial. O coronel Soares sofreu impactos psicológicos, incluindo pesadelos, e compartilhou sua história em entrevistas subsequentes para lidar com o trauma. Ele faleceu em 18 de abril de 2024, aos 80 anos, devido a insuficiência coronária e insuficiência pulmonar. Moradores de Juiz de Fora e jornalistas locais recordam o caso como um período de tensão intensa, com veículos de comunicação de todo o Brasil cobrindo os desdobramentos em tempo real. O caso repercutiu ao longo dos anos, sendo mencionado em reportagens sobre aniversários do evento, em reportagens sobre o aniversário da cidade e no falecimento de envolvidos, como o coronel Edgar Soares em 2024.

Ver também Sequestros no Brasil na década de 1990

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