Ângelo Monteiro (Penedo, 21 de junho de 1942) é um poeta, filósofo, professor universitário, cronista e ensaísta brasileiro.
Biografia Filho de um dentista e de uma trabalhadora da indústria têxtil, mudou-se infante para Gravatá, onde cresceu. Ainda adolescente, foi apresentado às obras de Nietzsche e de Goethe, autores que viriam a moldar sua poética. Em 1971, já poeta publicado e reconhecido nos círculos literários do Recife, radicou-se na capital pernambucana, onde estudou filosofia e posteriormente iniciou sua carreira como professor de estética na Universidade Federal de Pernambuco. Foi, junto a César Leal, a Ariano Suassuna e a Alberto da Cunha Melo, um dos nomes centrais da Geração 65, movimento literário que procurou sintetizar formas e temas da tradição poética ocidental e as inovações do modernismo brasileiro.
Contribuiu regularmente à Revista Brasileira de Filosofia, a publicação do Instituto Brasileiro de Filosofia.
Obra Ensaio
Tratado da Lavação da Burra ou Introdução à Transcendência Brasileira (1986) O Conhecimento do Poético em Jorge de Lima (2003) Escolha e Sobrevivência: Ensaios de Educação Estética (2004) Arte ou Desastre (2011) Outras Vozes (2012)
Crônica
A Cara e as Máscaras (coletânea, 2022) Poesia
Proclamação do Verde (1969)
Didática da Esfinge (1971) Armorial de um Caçador de Nuvens (1971) O Inquisidor (1975) O Ignorado (poesia em prosa, 1980) O Rapto das Noites ou o Sol como Medida (1983) O Exílio de Babel (1990) As Armadilhas da Luz (1992) Recitação da Espera (1992) Poemas de Ângelo Monteiro (1995) Os Olhos da Vigília (2001) Todas as coisas têm língua (seleção de poemas, 2008) O Canto da Esfinge (antologia poética, 2013) Como virar as Páginas da Solidão: Sermões ao Tempo (2014) O Inquisidor e Lições de Passagem (2018) Entre as Ondas (2022) Imagens em Fuga & o Trapézio dos Dias (2022) Magnum opus
A obra mais conhecida de Ângelo Monteiro é o ensaio Tratado da Lavação da Burra ou Introdução à Transcendência Brasileira (1986). Publicado originalmente pela Editora Bagaço, o livro alcançou notoriedade por sua forma satírica e filosófica ao analisar a "má consciência histórica" do Brasil e os impasses de sua formação cultural.
Segundo José Mário da Silva, em artigo publicado no jornal *Correio das Artes* (A União, João Pessoa, novembro de 2020), trata-se de um texto “magnífico” em que o autor, “com as achegas de um refinadíssimo código irônico, brinda-nos com verdadeiros banquetes intelectuais.”
A editora Mondrongo, que reeditou a obra em 2017, destacou o caráter de “humor sério” e a apresentação feita por Olavo de Carvalho e Nelson Saldanha como elementos que reforçam a singularidade do livro.
Referências José Mário da Silva. “Que o diga o magnífico ensaio ‘Tratado da Lavação da Burra ou Introdução à Transcendência Brasileira’...”. *Correio das Artes* (A União, João Pessoa), novembro de 2020. Link direto Blog da Mondrongo. “Tratado da Lavação da Burra ou Introdução à Transcendência Brasileira”, 5 abr. 2017. Link direto Ver também
Alberto da Cunha Melo Poesia do Brasil
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