O ataque à escola de Jerez de la Frontera foi um ataque em escola ocorrido em 28 de setembro de 2023, no Instituto Elena García Armada. Um estudante de 14 anos, armado com duas facas, esfaqueou e feriu cinco pessoas, antes de ser contido por um professor.
Ataque Por volta das 8h20, um estudante de 14 anos chegou à sua sala de aula, de acordo com uma testemunha. O agressor sempre chega cedo, mas desta vez, chegou atrasado. O estudante foi ao fundo da sala e tirou duas facas de sua mochila dentro da escola secundária Elena García Armada e gritou "¡Te voy a matar!" (em português: Vou te matar!), antes de atacar um de seus colegas a facadas após ter um confronto durante a aula de biologia. Um dos amigos do colega atacado relatou: "Ele esfaqueou meu amigo no braço e nas costas." Então meu amigo caiu, e (o agressor) tentou esfaqueá-lo no peito, mas o professor o agarrou por trás e salvou a vida do meu amigo".
O agressor ainda feriu um segundo colega e uma professora que tentou impedir o ataque. De acordo com um aluno, ela impediu o agressor de golpear o aluno no peito, mas acabou atingida no olho. Antes que o agressor escapasse e durante a fuga, feriu outros dois professores, quando invadiu outras salas de aula. Logo em seguida, ele foi contido por um professor até a chegada das autoridades espanholas, ele não resistiu à prisão.
Autor O aluno não identificado de 14 anos, que estuda na quarta série, na quarta-feira, o jovem discutiu com os colegas que o haviam intimidado, o estudante havia sido molhado por uma garrafa de água jogada por um colega, segundo o jornal de notícias, El Español, apenas um aluno se preocupou com o estudante, o agressor decidiu não comparecer na aula naquele dia. Suspeita-se que o aluno tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e síndrome de Asperger.
De acordo com seus colegas, que chamam o jovem de "David C.", dizem que ele era muito conflituoso e agarrava seus colegas pelo pescoço. No anterior do ataque, o jovem quebrou a janela com sua mão. Ele costumava ficar sozinho no recreio. Durante o ataque, os estudantes começaram a fugir em pânico ao perceber o esfaqueamento ocorrendo na escola.
Vítimas e consequências Cinco pessoas foram esfaqueadas no ataque: um professor foi atingido na cabeça, um aluno foi ferido no braço, um segundo foi esfaqueado nas costas, um segundo professor, de química e física, também foi atingido nas costas. Eles foram tratados em diversos hospitais de Jerez de la Frontera. Uma professora ficou em estado grave após ser atingida no olho e passou por cirurgia em uma das pálpebras. A professora recebeu alta, às 18h, na noite do dia em que ocorreu o ataque.
A escola reabriu no dia seguinte ao ataque, com a presença de especialistas de apoio emocional. Após o ataque, o juiz do Ministério Público de Menores de Jerez tomou medidas cautelares ao agressor.
Reações O presidente do governo regional, Juanma Moreno, lamentou o incidente em Jerez e comentou: "Nos lembra de episódios de outras partes do mundo", disse Moreno, incentivando a reflexão sobre o papel da "violência gratuita" em espaços como televisão, cinema, videogames e mídias sociais. "A violência é a pior expressão do ser humano", afirmou o presidente do governo regional.
A Ministra Interina da Educação e Formação Profissional, Pilar Alegría, anunciou que "desde o início desta manhã, estamos em contato com as autoridades e com a Escola Secundária Elena García Armada a respeito do incidente em Jerez". Alegría expressou "todo o carinho" do governo central aos professores e alunos da escola.
O secretário-geral do PSOE-A, Juan Espadas, comentou estar "chocado" com o esfaqueamento, assegurando que "os centros educativos andaluzes devem estar livres de violência". Em um comentário na rede social X (antigo Twitter), o líder socialista regional comunicou que "acompanha o acontecimento com grande preocupação", enviando "toda a nossa força e os melhores votos a eles e às suas famílias e colegas".
O coordenador-geral da IU Andalucía e representante nacional da Sumar em Málaga, Toni Valero, também comentou o incidente. Ele escreveu que está "acompanhando o ocorrido na escola com grande preocupação" e desejou "uma rápida recuperação aos feridos".
O porta-voz do Grupo Misto-Adelante Andalucía, José Ignacio García, expressou "nossa total condenação e solidariedade à comunidade educativa".
O secretário-geral e porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Francisco César García Magán, lamentou o "lamentável" incidente e pediu "reflexão urgente" para chegar a "pactos estatais que impactem a educação". Ele afirmou que esses eventos "nos apontam para uma situação grave para o presente e uma perspectiva difícil para o futuro", alertando que a educação não pode ficar à mercê de "mudanças de governo" e "imediatismo".
O Defensor da Infância e da Andaluzia, Jesús Maeztu, "condenou a violência" do ataque e desejou "uma rápida recuperação aos feridos". Maeztu postou nas redes sociais, enfatizou que "as escolas são espaços de paz e convivência" e, por isso, "condenamos a violência numa escola de Jerez cometida por um aluno que agrediu colegas e professores." Lamentamos este incidente e esperamos uma rápida recuperação dos feridos.
Ver também Ataque na escola de Barcelona - Outro ataque ocorrido em ambiente escolar na Espanha, em 2015
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