José Carlos da Fonseca, (São José do Calçado, 21 de julho de 1931 – Brasília, 26 de outubro de 2007) foi um jornalista, advogado e político brasileiro, outrora vice-governador do Espírito Santo e ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

Dados biográficos Filho de Luís Teixeira da Fonseca e Carolina Nunes da Fonseca. Nomeado oficial de gabinete do governador Jones dos Santos Neves em 1954, foi secretário de O Diário e da sucursal de O Jornal na capital capixaba, formando-se advogado em 1957, pela Universidade Federal do Espírito Santo. Chefe de gabinete da presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), foi procurador autárquico e chefe do serviço jurídico desse órgão. Entre 1960 e 1963, concluiu a pós-graduação em Sociologia, o curso de filosofia na Academia Brasileira de Letras e de Direito Agrário na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.Sob as nomenclaturas de então, José Carlos da Fonseca graduou-se na Faculdade de Direito de Vitória e trabalhou no Serviço Social Rural.

Presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) no Espírito Santo e membro do Conselho Nacional de Cooperativismo, comandou vários inquéritos administrativos na Superintendência para a Reforma Agrária (SUPRA) nos primeiros dias do Regime Militar de 1964, o que abriu-lhe conexões com a ARENA, elegendo-se deputado estadual em 1966, mandato do qual licenciou-se para assumir a chefia do Gabinete Civil no governo Cristiano Dias Lopes, elegendo-se deputado federal em 1970.

No ano seguinte à sua posse, concluiu os cursos de Mercado de Capitais no Centro de Ensino Técnico de Brasília e de Desenvolvimento Comunitário e Escolas-Família na cidade italiana de Pádua, foi secretário da Confederação Nacional da Agricultura entre 1973 e 1985. Derrotado na eleição para senador por Dirceu Cardoso em 1974, foi assessor especial do ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, diretor do Instituto Brasileiro do Café, da Federação de Agricultura do Espírito Santo e diretor do Banco do Estado do Espírito Santo, neste caso a convite do governador Elcio Álvares.

Eleito vice-governador do Espírito Santo por via indireta na chapa de Eurico Resende em 1978, ingressou no PDS em 1980 e conseguiu outro mandato de deputado federal em 1982. Ao longo do mesmo, ausentou-se na votação da Emenda Dante de Oliveira em 1984 e escolheu Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 1985. Contudo, nenhuma dessas posições obstaram sua adesão ao PFL e ao governo da Nova República. Terceiro suplente de deputado federal em 1986, foi nomeado ministro do Tribunal Superior do Trabalho pelo presidente José Sarney no ano seguinte.

Pai do também político, José Carlos da Fonseca Júnior.

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