Chitima é uma vila autárquica moçambicana na província de Tete e sede do distrito de Cahora Bassa desde 2010. Conta com aproximadamente 30 mil habitantes, sendo 25 mil na área urbana e 5 mil na área rural. Está localizado à cerca de 140 quilômetros da capital da província Tete.
A vila teve uma repercussão quando houve um episódio de envenenamento por cerveja em um funeral em 2015, onde 75 morreram e 230 foram hospitalizadas.
História Em 2010, a sede do distrito foi transferido de Songo para Chitima, com o objetivo de facilitar a assistência à população e as atividades relacionadas com a barragem de Cahora Bassa.
Geografia Chitima é a vila mais plana de todo o distrito de Cahora Bassa, e também a mais quente. A temperatura média no ano de 2020 foi de 27,9ºC. A vegetação, como em todo distrito de Cahora Bassa, é composta em sua maioria por pradarias, florestas abertas de baixa altitude e vegetação arbustiva. O solo predominante é do tipo limo argiloso, oferecendo boas condições para a agricultura.
Economia Agricultura e piscicultura A horticultura, com predomínio da agricultura familiar de subsistência, é realizada principalmente ao longo do rio Sanangoé. Os solos aluviais nas áreas próximo ao rio favorece à agricultura. Cerca de 85% de toda terra explorada para esse fim é realizada por meio da agricultura familiar e geralmente transmitida como herança aos filhos. É cultivado couve, repolho, tomate, feijão comum, sorgo e mexoeira. A cultura do tabaco também é realizada em Chitima para fins comerciais.
A pecuária possui um potencial muito grande de exploração, contando com boas áreas de pastagem, mas o seu fomento ainda é fraco. São domesticado galinhas, patos e cabritos para o consumo — bois, porcos e ovelhas são domesticados para comercialização. No ano de 2023, Chitima foi responsável por 72% de toda produção bovina no distrito.
O gado, além de serem utilizados para tração animal nas lavouras e nos campos, tem um símbolo de riqueza e status social, podendo ser facilmente negociável em momentos de crise, como carestia e estiagem prolongada, sendo sua carne consumida majoritariamente em ocasiões festivas.
A piscicultura é uma atividade bastante explorada, por conta das condições naturais favoráveis devido a barragem de Cahora Bassa e uma rede fluvial relativamente importante, de forma artesanal e semi-industrial, atendendo o mercado local e dos países vizinhos, onde há uma alta demanda. Em 2023, a produção de peixes na vila chegou a 10,2 toneladas.
Indústria A indústria, não só de Chitima, mas de todo o distrito, é muito dependente da energia produzida pela barragem de Cahora Bassa. A eletricidade gerada atende as casas e as indústrias da vila. Chitima possui 18 moinhos, e a pequena indústria local, como carpintaria e artesanato surge como alternativa às atividades agrícolas.
Infraestrutura A falta de água potável na vila de Chitima é um problema que afeta grande parte da população. A maior parte da água potável é obtida através da perfuração de poços artesianos, apesar do funcionamento de um Pequeno Sistemas de Abastecimento de Água. Os moradores necessitam percorrer longas distâncias para buscar água em rios e poços desprotegidos. Estudos para melhorar o abastecimento de água já estão sendo feitos, projetando que 65% de toda população de Chitima terá água potável até 2049.
Ver também Envenenamento por cerveja em Moçambique Barragem de Cahora Bassa Songo
Categoria:Vilas de Moçambique