Associação Brasileira de Cultura (ABC) foi uma sociedade civil de caráter nacionalista e filantrópica enfocada em preservar a cultura brasileira e manter uma educação tradicionalista. Foi criada com a intenção de suceder e manter na legalidade o movimento cívico cultural da Ação Integralista Brasileira (AIB) após o golpe de 10 de Novembro de 1937.
História e precedentes O movimento da Ação Integralista Brasileira (AIB), que, em sua gênese na Sociedade de Estudos Políticos (SEP), começou apenas como movimento cultural sem tendências partidárias. Apenas em 1935, após o Congresso de Petrópolis, transformou-se também em partido político, segundo as normas do Código Eleitoral de 1932. Volveu à sua ação apenas educacional e cultural para melhor acompanhar as leis decretas pelo então ditador Getúlio Vargas aos mandos do Estado Novo.
Após Getúlio Vargas anunciar o golpe de 10 de Novembro de 1937 outorgando a Constituição Polaca, o cenário político brasileiro e as eleições previstas para janeiro de 1938 mantinham-se com um futuro incerto. Foi quando, a 2 de dezembro de 1937, Getúlio assina um decreto-lei mandando banir todos os partidos políticos do Brasil, incluindo a AIB, que apresentava Plínio Salgado como candidato para as eleições do ano seguinte. Os integralistas decidiram continuar os seus esforços culturais, beneficentes e esportivos em uma nova organização sem caráter político-partidário de acordo com as leis da nova Carta Magna brasileira.
A ABC seria responsável por dar continuidade ao funcionamento de todas as escolas, ambulatórios médicos, consultórios dentários e lactários que eram gerenciados pela AIB ao redor de todo o Brasil. Os antigos membros da AIB foram relocados para a ABC, dentre os quais, como alguns notáveis podemos citar Plínio Salgado como presidente e fundador; Gustavo Barroso como diretor de cultura física; Miguel Reale como diretor de estudos; o então padre Hélder Câmara, que fazia parte do conselho consultivo e Alcebíades Delamare, que foi encarregado do registro jurídico da sociedade no Ministério da Justiça. Offensiva (RJ), 12 de Dezembro de 1937.
Porém, o Ministério da Justiça de Francisco Campos protelou enquanto pôde o registro definitivo da nova entidade que era promovida pelos integralistas desde o fechamento da AIB. Enquanto isso, os interventores federais de alguns Estados e o Chefe de Polícia do Rio de Janeiro, Filinto Müller, desencadeavam violenta perseguição contra os integralistas, prendendo líderes e depredando sedes.
Por fim, o registro definitivo de funcionamento nunca seria dado e a ABC seria definitivamente fechada após o Levante Integralista.
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