Jorge Baleeiro de Lacerda (1950 – 2016) foi um escritor, ensaísta, pesquisador e jornalista brasileiro, reconhecido por seus estudos sobre a identidade nacional e regional do Brasil. Viveu grande parte de sua vida em Francisco Beltrão, no Paraná, onde deixou significativo legado cultural e literário.
Biografia Nascido em 1950, Jorge Baleeiro de Lacerda estabeleceu-se em Francisco Beltrão em 1975, permanecendo na cidade até sua morte, em 2016. Durante mais de quatro décadas, dedicou-se a viagens de pesquisa, palestras, artigos e livros voltados à reflexão sobre a história, os costumes e a diversidade cultural do povo brasileiro.
Além de sua produção intelectual, foi também fotógrafo e colecionador, preservando registros de suas viagens pelo Brasil. Sua residência no bairro Presidente Kennedy, em Francisco Beltrão, tornou-se ponto de referência de sua trajetória pessoal e intelectual.
Carreira e Produção Intelectual Jorge Baleeiro publicou regularmente em jornais e periódicos regionais e estaduais, entre eles Jornal de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, Jornal do Iguaçu, Voz do Paraná, Folha do Sudoeste e Jornal de Beltrão. Sua escrita abrangia temas ligados à cultura popular, à história do Brasil e às particularidades regionais, sempre com foco na valorização da diversidade nacional.
Acompanhava de perto a política brasileira, sobre a qual também escreveu, colaborando inclusive com textos e análises para a TV Senado.
Também participou de programas de televisão em âmbito nacional, como o Programa do Jô (Rede Globo) em diferentes ocasiões, além de conceder entrevistas para o Tribuna Independente (Rede Vida).
Livros publicados
Os Dez Brasis Os Dez Sudoestes - muito antes e além depois Os Dez Sudoestes II - Poranduba Sudoestina
Além dessas obras, deixou vasta produção dispersa em jornais, atualmente em processo de organização pela família.
Legado e Homenagens Após sua morte, em 2016, familiares e pesquisadores iniciaram projetos para preservar e reunir sua obra. Muitos de seus textos originais se perderam, mas parte significativa está sendo resgatada e sistematizada.
Em Francisco Beltrão, seu nome foi dado ao Ecomuseu Jorge Baleeiro de Lacerda. Há também propostas para ampliar esse espaço e incluir em exposição suas obras, biblioteca, máquinas de datilografia e de fotografia, além de outros objetos pessoais.
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