A valva aórtica bicúspide (VAB) é uma cardiopatia congênita caracterizada pela presença de apenas duas (em vez das três normais) válvulas valvares. Inicialmente, a condição é geralmente assintomática. No entanto, pode ser identificado sopro cardíaco durante o exame clínico. Com o tempo, podem surgir complicações como aneurisma da aorta torácica, que ocorre em metade dos pacientes; dissecção aórtica; estenose ou regurgitação aórtica; endocardite infecciosa; insuficiência cardíaca; e morte súbita.

A condição pode ser herdada dos pais, frequentemente de forma autossômica dominante; embora também possa ocorrer de forma espontanea. Aproximadamente 15% dos casos ocorrem em famílias. A VAB pode estar associada a diversas síndromes, incluindo a síndrome de DiGeorge, Marfan e Turner. O mecanismo subjacente envolve a falha de separação das válvulas valvares durante desenvolvimento enbrionário precoce o desenvolvimento inicial. O diagnóstico é geralmente feito por ecocardiograma. A avaliação por imagem da aorta ascendente é recomendada para descartar complicações. Familiares de primeiro grau devem ser avaliados para a presença da condição.

Se os exames iniciais não revelarem complicações, deve-se repetir a avaliação a cada 5 a 10 anos. Entre pacientes com aneurisma aórtico, deve-se limitar atividades físicas intensas, e pode-se recomendar cirurgia antes da gravidez. A cirurgia é geralmente recomendada quando o diâmetro da aorta excede 5,0 cm a 5,5 cm. Caso seja necessário reparar a valva, pode-se optar pela substituição da aorta torácica se o diâmetro ultrapassar 4,0 cm a 4,5 cm.

A valva aórtica bicúspide é a cardiopatia congênita mais comum, afetando aproximadamente 1,5% das população. Acomete três vezes mais homens do que mulheres. A condição foi descrita pela primeira vez por Sir William Osler em 1886.

Referências

Categoria:!Artigos traduzidos da MDWiki