Carolina Frederica Cecília Clotilde de Wartensleben (nome completo em alemão: Karoline Friederike Cäcilie Klothilde von Wartensleben; Mannheim, 6 de abril de 1844 – Detmold, 10 de julho de 1905 foi uma nobre alemã, esposa de Ernesto, Conde de Lipa-Biesterfeld, regente do Principado de Lipa.
Primeiros anos Carolina era filha do casamento, ocorrido em 1841, entre o Conde Leopoldo de Wartensleben (1818–1846) e Matilde Halbach (1822–1844), filha do industrial alemão Arnold Halbach, cônsul prussiano na Filadélfia e membro de uma influente família envolvida na indústria de aço e munições, por meio da empresa Johann and Caspar Halbach & Sons, fundada em 1828.Genealogisches Handbuch des Adels, Fürstliche Häuser XIX. "Haus Lippe". C.A. Starke Verlag, 2011, p. 42. ISBN: 978-3-7980-0849-6.
A questão do estatuto hereditário de Carolina viria a tornar-se um ponto central na disputa sucessória ao trono do Principado de Lipa em 1905.No Title. The New York Times, Berlim, 8 de outubro de 1904.The Kaiser and the Lippes. The New York Times, Berlim, 26 de julho de 1898.
Casamento miniaturadaimagem|esquerda|Ernesto e Carolina, 1885 Em 16 de setembro de 1869, em Neudorf, na então Província de Posen, Carolina casou-se com Ernesto, Conde de Lipa-Biesterfeld (1842–1904), o futuro regente do Principado de Lipa entre 1897 e 1904.Huberty, Michel; Giraud, Alain; Magdelaine, F. e B. L'Allemagne Dynastique, Tome II – Anhalt-Lippe-Wurttemberg, Laballery, 1979. ISBN: 2-901138-04-7.
Durante a disputa sucessória de Lipa (1904–1905), a casa de Eschaumburgo-Lipa contestou a legitimidade do casamento sob o argumento de que Carolina pertencia a uma família nobre de menor estatuto, elevada ao título de Conde (Graf) apenas no século XVIII, e que sua mãe não era nobre de nascimento. Portanto, seus filhos seriam inaptos à sucessão dinástica.
No entanto, em 25 de outubro de 1905, o Reichsgericht (tribunal imperial da Alemanha) ratificou a decisão de um painel de arbitragem de 1897, reconhecendo que, até pelo menos 1815, casamentos entre membros da Casa de Lipa e pessoas sem títulos, mas de nobreza antiga, eram considerados válidos para fins dinásticos. Não havendo proibição formal por lei interna nem mudança explícita de política dinástica, o casamento de 1869 com a condessa de Wartensleben foi considerado legítimo para transmissão dos direitos sucessórios.Velde, François. House Laws of Lippe: The 1905 Verdict'', Heraldica.org, 2005.
Com isso, os filhos de Carolina com Ernesto foram reconhecidos como membros dinásticos da Casa de Lipa, e a oposição de Eschaumburgo-Lipa foi retirada. A decisão foi aceita por tribunais, legisladores e monarcas alemães, e seu filho mais velho foi imediatamente reconhecido como Leopoldo IV, Príncipe soberano de Lipa, que reinou até sua abdicação em 1918, após o colapso do Império Alemão no fim da Primeira Guerra Mundial.
Descendência Carolina e Ernesto tiveram seis filhos:Almanach de Gotha (ed 141.). Justus Perthes . 1904. p. 53.
Adelaide (22 de junho de 1870 - 3 de setembro de 1948, casou-se com o príncipe Frederico João de Saxe-Meiningen, com descendência; Leopoldo IV, Príncipe de Lipa (30 de maio de 1871 - 30 de dezembro de 1949), casou-se em primeiras núpcias a princesa Berta de Hesse-Philippsthal-Barchfeld, com descendência; e em segundo lugar com a princesa Ana de Isemburgo-Büdingen, com descendência; Bernardo (26 de agosto de 1872 - 19 de junho de 1934), casou-se com a baronesa Armgard von Cramm, com descendência; incluindo o príncipe Bernardo de Lipa-Biesterfeld, marido da rainha Juliana dos Países Baixos; Júlio (2 de setembro de 1873 - 15 de setembro de 1952), casou-se com a duquesa Maria de Meclemburgo-Strelitz; Carolina (2 de setembro de 1873 - 23 de abril de 1958), não se casou; Matilde (27 de março de 1875 - 12 de fevereiro de 1907), não se casou.
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