Zhiuli Shartava (; Sukhumi, 7 de março de 1944 - Sukhumi, 27 de setembro de 1993), foi um político georgiano e ex-chefe do Conselho de Ministros da República Autônoma da Abecásia, morto por militantes abecásios durante a limpeza étnica dos georgianos na Abecásia em 1993.
Biografia Shartava nasceu em 7 de março de 1944, em Sukhumi, então capital da República Socialista Soviética Autônoma da Abecásia. Engenheiro de formação, foi eleito para o Parlamento da Geórgia em 1992. Sharatva presidiu anteriormente o Conselho de Ministros e o Conselho de Defesa da República Autônoma da Abecásia e ocupou um cargo de destaque durante a Guerra Georgiano-Abecásia. Em 18 de julho de 1993, foi nomeado primeiro-ministro.
Quando a cidade de Sukhumi foi capturada em setembro de 1993 pelas forças russo-abecásias, Zhiuli Shartava e os demais membros do governo leais a Tbilisi (Guram Gabiskiria, Raul Echba, Mamia Alassania, Sumbat Saakian, Misha Kokaia e outros) recusaram-se a refugiar-se na Geórgia e foram capturados por soldados abecásios. No início, a sua segurança foi garantida pelos seus captoresPágina do memorial de Zhiuli Shartava, mas logo, Chartava e os outros membros do Conselho de Ministros foram mortos pelos militares separatistas e, de acordo com o relatório das Nações Unidas sobre a morte de Chartava, também foram torturados extensivamente.Report of the UN Secretary General on the situation in Abkhazia, Georgia, October 12, 1993
Em 2005, o jornalista norte-americano Malcolm Linton exibiu suas fotografias tiradas durante a Guerra da Abecásia na Galeria de Arte de Tbilisi. O cadáver de Shartava é claramente visível, localizado em cima de uma pilha de corpos humanos massacrados, em uma dessas fotografias. Há também um vídeo que mostra como membros do governo legítimo da Abecásia foram capturados e levados para longe do prédio do parlamento. É mostrado como ele foi humilhado, agredido fisicamente por soldados inimigos presentes na época e forçado a entrar em uma van que foi transportada para as florestas nos arredores de Sukhumi, onde foi morto, juntamente com vários membros do governo e seus funcionários georgianos e abecásios. O corpo de Shartava foi posteriormente transportado para o lado georgiano e sepultado em Senaki, oeste da Geórgia. Vakhtang Kholbaia, Labyrinth of Abkhazia, 1999Conflict in the Caucasus: Georgia, Abkhazia, and the Russian Shadow (App Labour History Series; No. 3) by Svetlana Mikhailovna Chervonnaia Em 2004, Shartava foi homenageado postumamente como Herói Nacional da Geórgia.
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