Alambaxe () ou Quisquim (, Kiskim) é uma vila (köy) do distrito de Iussufeli, na província de Artvim, na Turquia. Situa-se a 45-50 quilômetros a noroeste de Oltu, na margem direita do Choroque, às margens do afluente Alambaxe.

Nome

Segundo a tradição armênia local, o nome Quisquim teria origem nos dizeres de uma viúva proprietária: "Eu me dividirei e darei parte à minha nora e aos outros, mas eu vigiarei (kisk’im) do alto." Em georgiano, o nome foi registrado como Quisquimi. O nome sobreviveu em turco otomano e então turco como Quisquim (, Kiskim) e Quesquim ().

Geografia

Alambaxe faz parte do subdistrito de Quelechecaia, do distrito de Iussufeli, na província de Artvim, na Turquia. Situa-se a 45-50 quilômetros a noroeste de Oltu, na margem direita do Choroque, às margens do afluente Alambaxe. A 1-2 quilômetros do centro urbano, a noroeste, localiza-se uma fortaleza arruinada homônima, na margem direita do Choroque. Nas cercanias também estão localizadas algumas igrejas arruinadas. A 4,7 quilômetros ao sul, acima de sua entrada, há uma caverna com uma série de várias linhas de figuras indistintas.

História

Historicamente, a vila esteve no subdistrito de Berdagraque do distrito de Arseasfora, na província de Taique, do Reino da Armênia. Do século IV ao VIII, Berdagraque foi domínio da família Mamicônio, e na segunda metade do , passou aos bagrátidas georgianos. Quisquim foi mencionada num manuscrito armênio de 1511. Em 1536, sob ordens do sultão Solimão, o Magnífico , o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, realizou uma grande campanha contra os territórios georgianos. Após dois anos de campanha, ele submeteu Mesquécia, as regiões de Mejencerta, , , Carse, o sul de e Oltu, as porções superiores do vale do em Tortum e as margens do Choruque, conhecidas como vale de Livane. Pouco tempo depois, em 1543, o rei de Imerícia, , reconquistou o vale de Livane. Quando o sultão Solimão lançou sua campanha contra os safávidas em 1548, encarregou o terceiro grão-vizir, , de eliminar a ameaça representada pelos nobres georgianos. Após conquistar Tortum em 18 de setembro de 1549, Amade Paxá designou os beilerbeis de Erzurum e Sivas para retomarem o vale de Livane. Em 7 de outubro, as fortalezas da região — Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim e Nicaque (atual Iocuslu) — foram conquistadas pela segunda e última vez. Durante essa campanha, os castelos se renderam pedindo clemência (amã). Desta vez, foi criado no vale de Livane o sanjaco de Pertecreque, subordinado ao beilerbei de Erzurum.

Em 16 de agosto de 1552, o sanjaco de Pertecreque foi concedido como feudo hereditário (ojacleque) ao nobre georgiano Beca Bei. Posteriormente, Pertecreque foi rebaixado à categoria de subdistrito (anaia) e anexado ao sanjaco de Tortum, do eialete de Erzurum, sendo mencionado como tal em registros de 1574. Segundo o censo de 1574, Quisquim era um grande assentamento com uma população de 256 famílias cristãs. O eialete de Chelder foi criado em 1579 e o sanjaco de Pertecreque foi transferido da jurisdição de Erzurum para a de Chelder. Nesse período, Pertecreque, mantido como sanjaco ojacleque, foi concedido a Caicosroes, filho de Maomé Bei. Em 1632, foi temporariamente anexado ao eialete de Carse como um sanjaco regular, mas logo voltou à jurisdição de Chelder. No livro de bolso do eialete de Chelder, que abrange o período de 1694 a 1732, menciona-se que a receita de Quisquim era de akçes em 1124 A.H. (1712/13) e foi concedida como propriedade (has) a Haçane Bei, o mirliva de Pertecreque e Nisfe-i Livane. Em 1142 A.H. (1729/30), a receita da vila foi determinada em akçes e foi concedida como has a Ibraim Bei, o mirliva de Pertecreque e Nisfe-i Livane.

Embora Pertecreque tenha permanecido como centro administrativo do eialete de Chelder até o , os registros administrativos otomanos de 1682–1702 indicam que foi criado um segundo centro de sanjaco na região de Quisquim. Os sanjacos de Pertecreque e Quisquim atuaram como administrações separadas até o , quando o sanjaco de Pertecreque foi dissolvido. No censo de 1835, no qual a administração otomana registrou apenas a população masculina para fins de recrutamento militar e arrecadação de impostos, Quisquim era uma das vila do sanjaco de homônimo e foi registrada como "centro de Quisquim" (, Nefs-i Kiskim). No documento, mencionam-se 297 homens em 117 domicílios. Somando-se o número de mulheres ao de homens, a população chega a 594. À época, o sanjaco de Quisquim abrangia 21 aldeias e homens foram registrados em domicílios. Somando-se o número de mulheres ao de homens, a população do sanjaco é de aproximadamente pessoas. Em 1872–1873, contava com 150 a 160 famílias, armênias e turcas, possuindo uma igreja dedicada à Santa Mãe de Deus (Astvacacin) e uma escola armênia. Seus habitantes se ocupavam da agricultura, horticultura e artesanato.

Durante as deportações de 1917, os armênios fugiram e encontraram refúgio em Coterjur (atual Seraconaque, em Ispir). Sob o nome Quesquim (), segundo o censo geral de 1940, pertencia ao subdistrito central do distrito de Iussufeli, no vilaiete de Choruque, e sua população era de 812 pessoas. Segundo o censo de 1950, fez parte do subdistrito de do mesmo distrito e vilaiete e contava com 910 habitantes. Seu nome foi oficialmente alterado para Alambaxe em 1959 com a lei n.º 7267. De acordo com o censo de 1960, o distrito de Iussufeli foi transferido à província de Artvim. Alambaxe continuava a fazer parte do subdistrito de Ersis (agora chamado Quelechecaia) e registraram-se habitantes (480 homens e 524 mulheres). No censo geral de 1965, havia 998 habitantes, dos quais 515 eram alfabetizados. Segundo os censos de 1980 e 1990, respectivamente, a vila tinha 961 e 783 habitantes.

Bibliografia

Categoria:Localidades da Turquia Categoria:Alambaxe (Iussufeli)