Maria Cândida de Jesus Camargo (Ponta Grossa, 6 de agosto de 1868 – Jaguariaíva, 11 de agosto de 1949) foi uma poetisa e professora brasileira.Santos, Luisa Cristina dos (2004). Maria Cândida de Jesus Camargo. In: Muzart, Zahidé Lupinacci. Escritoras brasileiras do século XIX: antologia. II. Florianópolis: Editora Mulheres. pp. 484–494 É homenageada pela Academia Feminina de Letras do Paraná como patrona da cadeira 3 e pela Academia de Letras dos Campos Gerais como patrona da cadeira 32. É avó da também professora e poetisa Eleonora Amaral de Angelis.

Vida

Filha de Cândido Mendes Ribeiro Ferraz de Camargo e Maria Joaquina de Sousa Castro Camargo, recebeu formação escolar em Ponta Grossa, onde foi aluna dos professores Alzira Braga dos Santos e Antônio Martins de Araújo, este último também poeta. Dedicou-se ao magistério público primário, lecionando nas cidades de Ponta Grossa, Imbituva, Prudentópolis e Jaguariaíva. Nesta última, fixou residência definitiva e aposentou-se em 1919. Permaneceu vivendo na cidade por mais de 30 anos após a aposentadoria e ali faleceu em 11 de agosto de 1949.

Obra

Desde jovem, dedicou-se a escrever poesias, publicando sob diversos pseudônimos, como Stela de Jesus, Stela Maria, Miriam e Aimar. Colaborou ativamente com jornais e revistas do Paraná e de outros estados, como Campos Gerais, O Progresso, O Comércio (Ponta Grossa); Guayra (Guarapuava); Dezenove de Novembro e Castro Jornal (Castro); O Itiberê e Marinha (Paranaguá); Jornal de Antonina (Antonina); Eco (Sengés); O Tomazina (Tomazina); Diário da Tarde, A República, A Cidade, O Dia, Almanaque dos Municípios, Jornal dos Poetas, Correio dos Ferroviários (Curitiba), Revista Feminina, Cidade do Matão e O Clarim (São Paulo), além de Copacabana, O Jornal e O Malho (Rio de Janeiro).

Embora tenha contribuído com diversos periódicos, não chegou a publicar livros em vida. Sua sobrinha, Alaíde de Camargo Tureck, juntamente com o poeta Rodrigo Júnior, reuniu 49 de seus poemas no livro Júbilos e mágoas, lançado em 1958. Sua poesia é marcada pelo lirismo e pelo apego à natureza, à religiosidade e aos valores familiares. Reconhecida como uma “paisagista do verso”, seus temas envolviam o cotidiano, as emoções e a vida nas cidades do interior do Paraná. A transcendentalidade e a dimensão espiritual de seus poemas refletem sua formação cultural e religiosa, frequentemente associadas à experiência pessoal e à representação da própria vida.Fontes, Luísa Cristina dos Santos; Albach, D. R. Maria Cândida de Jesus Camargo: júbilos e mágoas. Uniletras, Ponta Grossa, v. 26, p. 271-275, 2004.

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