Raḥmah ibn Jabir al-Jalāhimah Adhbi Al Jalhami (em árabe: "رحمة بن جابر بن عذبي الجلهمي "; 1757, Kuwait - outubro de 1826, Golfo Pérsico) foi um governante e destemido pirata, que atuou como criminoso com aliança do grupo familiar arábico Al-Jalahimah na região principal do Golfo Pérsico onde navegava à partir de sua base em Al-Khuwayr ao noroeste do atual Qatar. Ele foi diversas vezes descrito em fontes britânicas sobre o Golfo Pérsico nas primeiras décadas dos século XIX e importantes crônicas na língua árabe.
Raḥmah foi primeiramente descrito em 1816 no porto de Bushehr pelo escritor e viajante britânico James Silk Buckingham, onde após ele ancorar seu barco, diversos navios de guerra ocupavam o porto e invés de ser da Companhia Britânica das Índias Orientais que sediava lá, eram do grupo Al-Jalahimah.
Após isto, Buckingham encontrou-se diversas vezes com Raḥmah, e anos depois escrevendo um livro de memórias, ele declarou Raḥmah como: "o terror do Golfo... o pirata mais bem-sucedido e mais tolerado, talvez, que já infestou qualquer mar", e o descreveu com uma aparência marcada de batalhas e uma figura de mau gosto que arrancava vermes da pele enquanto comia.
Biografia Raḥmah nasceu em aproximadamente 1757 na tribo de Al Utub, Kuwait, posteriormente, no ano de 1760 seu pai mudou a família para Al Zubarah localizado no atual Qatar. E Quando jovem, Raḥmah liderou seu povo para Ruwais após um desentendimento com um Al-Khalifa, quando tomaram Bahrein.
Nesse tempo, Raḥmah também começou sua carreira profissional como vendedor de cavalos, onde na época essa carreira eram um dos principais negócios no Golfo, e se tornava dinâmico conforme a chegada dos europeus. E quando os britânicos se estabeleceram em Bushehr, Raḥmah possuía cerca de 15 anos e no tempo, uma transformação alterou significativamente a vida dele e esta foi o aumento do poder do Estado omanense. O que fez com que Al-Khalifah rejeitasse a família de Raḥmah, provavelmente por causa de direitos de propriedade.
Enfurecido pelo Al-Khalifah e pressionado pelos omanenses, Raḥmah usou todo seu dinheiro acumulado de cavalos para comprar um navio, provavelmente um simples dhow e convenceu doze homens para saquear a navegação do Golfo. O saque foi tão bem-sucedido que ele pôde investir num navio de guerra de 300 toneladas tripulado por várias centenas de legalistas. No auge de sua carreira, ele comandava dezenas de navios semelhantes e uma coalizão de mais de quinhentas famílias.
Na primeira década do século XIX, Raḥmah apostou no sucesso da rápida ascensão do Primeiro Estado Saudita, aliando-se a eles, e se juntando à ideologia wahabita e concordando em saquear navios para eles. Em 1816, ele renunciou sua aliança ao Estado Saudita e começou à trabalhar para os britânicos e concordou em não atacar navios britânicos para eles tomarem a Bahrein do Al-Khalifa. Nesse mesmo tempo, ele também começou a trabalhar com Saʿid bin Sultan, fazendo com que ele se juntasse às campanhas omani-britânicas contra os Al-Qawasim baseados em Ras al-Khaimah. Em 1819, ele renunciou sua aliança novamente e começou à trabalhar para o governador persa Fars. Posteriormente em 1820, Raḥmah estabeleceu seu quartel-general em Bushehr, adjacente à Residência Britânica, quando o residente britânico William Bruce lhe pediu para assinar um tratado recém-escrito para a supressão da violência marítima e ele recusou, pois era inteiramente servo de Fars e seus representantes.
E posteriormente no mês de outubro do mesmo ano, Raḥmah navegando no seu navio de guerra chamado: "Al-Ghatroushah", entrou em batalha com os Al-Khalifa perto de Bahrein e vendo que sua falha era inevitável, ele se suicidou junto de seu filho de 8 anos; Shaheen e seus homens explodindo o seu próprio navio com barris de pólvora que ele acendou com o carvão aceso de seu narguilé.
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