The Goldman Sachs Group, Inc. (pronunciado /sæks/, "SAKS") é um banco de investimento multinacional dos Estados Unidos e uma empresa de serviços financeiros. Fundado em 1869, o Goldman Sachs tem sede no bairro de Battery Park City, em Manhattan, Nova Iorque, e escritórios regionais em centros financeiros de diferentes países. Está entre os maiores bancos de investimento do mundo em receita e ocupa a 32.ª posição na lista Fortune 500 e a 19.ª na Forbes Global 2000. O Financial Stability Board o classifica como uma instituição financeira sistemicamente importante.

O Goldman Sachs presta serviços de banco de investimento, com assessoria em fusões e aquisições e reestruturações, subscrição de valores mobiliários, corretagem prime, gestão de ativos e gestão patrimonial. Atua como formador de mercado para diferentes produtos financeiros e presta serviços de compensação e custódia. Opera fundos de private equity e fundos de cobertura, além de estruturar produtos financeiros sob medida. Também controla o Goldman Sachs Bank USA, um banco direto. Negocia em nome de clientes e por conta própria, atividade conhecida como proprietary trading. A empresa investe em startups e organiza seu financiamento. Em muitos casos, também atua como coordenador líder quando essas empresas realizam uma oferta pública inicial.

História

Fundação e estabelecimento

Em 1869, Marcus Goldman fundou o Goldman Sachs em Nova Iorque, em uma sala no porão de um edifício, ao lado de uma calha de carvão. Em 1882, Samuel Sachs, genro de Goldman, entrou na firma. Em 1885, Henry Goldman, filho de Marcus, e Ludwig Dreyfuss, outro genro, entraram no negócio, que adotou o nome Goldman Sachs & Co. A empresa esteve entre as primeiras a usar papel comercial para financiar empresários e ingressou na Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1896. Em 1898, seu capital era de US$ 1,6 milhão. Abriu escritórios em Boston e Chicago em 1900, São Francisco em 1918 e Filadélfia e St. Louis em 1920.

O Goldman Sachs entrou no mercado de oferta pública inicial em 1906, quando coordenou a abertura de capital da Sears. A operação foi facilitada pela amizade pessoal de Henry Goldman com Julius Rosenwald, um dos proprietários da Sears. Outros trabalhos de subscrição de ofertas públicas vieram depois, entre eles os da General Cigar Company, também em 1906, F. W. Woolworth Company em 1912 e Continental Can. A firma esteve entre as primeiras a usar o índice preço/lucro, em vez do valor contábil, para avaliar empresas. Com isso, conseguia captar recursos para varejistas e outras companhias com poucos ativos físicos.

Em 1912, Henry S. Bowers tornou-se o primeiro sócio que não pertencia à família fundadora e passou a participar dos lucros da firma. Em 1917, pressionado pelos demais sócios por sua posição favorável à Alemanha, Henry Goldman deixou a empresa. A família Sachs passou a controlar toda a firma até a entrada de Waddill Catchings, em 1918. Em 1928, Catchings era o sócio com a maior participação individual no Goldman Sachs. A empresa adquiriu uma participação elevada na Merck & Co. em 1919 e na General Foods em 1922. Em 4 de dezembro de 1928, criou a Goldman Sachs Trading Corp., um fundo fechado. O fundo fracassou durante a Crise de 1929, em meio a acusações de que o Goldman Sachs havia manipulado preços de ações e praticado negociação com informação privilegiada.

1930–1979

Em 1930, durante a Grande Depressão, a firma afastou Catchings e Sidney Weinberg assumiu como sócio sênior. Weinberg desviou o foco da empresa das operações de mercado para o banco de investimento. Essa mudança ajudou a recuperar parte da reputação perdida pela firma. Sob sua direção, o Goldman Sachs foi o principal assessor na oferta pública de US$ 657 milhões da Ford Motor Company em 1956 e na emissão de debêntures de US$ 350 milhões da Sears Roebuck em 1958. A empresa também criou uma divisão de pesquisa de investimentos e um departamento de títulos municipais e passou a trabalhar cedo com arbitragem de risco.

Na década de 1950, Gus Levy entrou na firma como operador de valores mobiliários. Duas áreas disputavam espaço dentro da empresa, o banco de investimento e as operações com valores mobiliários. Levy esteve entre os pioneiros das negociações em grandes blocos de ações, prática que o Goldman Sachs ampliou sob sua direção. A força de Weinberg dentro da empresa levou à criação formal de uma divisão de banco de investimento em 1956. Em 1957, a sede foi transferida para o número 20 da Broad Street, em Nova Iorque.

Em 1969, Levy sucedeu Weinberg como sócio sênior e voltou a ampliar as operações de negociação da firma. A ele é atribuída a filosofia do Goldman Sachs de ser "ganancioso no longo prazo", pela qual perdas de curto prazo seriam aceitáveis desde que o resultado no longo prazo fosse positivo. Os sócios também reinvestiam quase todos os seus ganhos na empresa. Weinberg permaneceu como sócio sênior e morreu em julho daquele ano.

Outra crise atingiu a firma em 1970, quando a Penn Central Transportation Company faliu com mais de US$ 80 milhões em papel comercial em circulação, grande parte emitida por intermédio do Goldman Sachs. A falência foi grande, e os processos resultantes, em especial os movidos pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), ameaçaram o capital da sociedade, sua continuidade e sua reputação. A falência levou à adoção de classificações de crédito para todos os emissores de papel comercial por diferentes serviços de avaliação de risco.

Sob a direção do sócio Stanley R. Miller, a empresa abriu seu primeiro escritório internacional em Londres em 1970 e criou divisões de gestão patrimonial privada e renda fixa em 1972. Em 1974, durante a tentativa de defender a Electric Storage Battery de uma oferta hostil da International Nickel e da Morgan Stanley, o Goldman Sachs esteve entre os pioneiros da estratégia empresarial conhecida como "cavaleiro branco". John Weinberg, filho de Sidney Weinberg, e John C. Whitehead assumiram como sócios seniores conjuntos em 1976. Uma de suas iniciativas foi a adoção de 14 princípios de negócios.

1980–1999

Em 1981, o Goldman Sachs adquiriu a Spears, Benzak Salomon & Farrell, uma gestora de ativos. A empresa foi vendida à KeyCorp em 1995.

Em novembro de 1981, a firma comprou a J. Aron & Company, que negociava commodities. A empresa foi incorporada à divisão de renda fixa, renomeada Fixed Income, Currencies, and Commodities. A J. Aron operava nos mercados de café e ouro. Lloyd Blankfein, que viria a ser CEO do Goldman Sachs, ingressou na firma em decorrência da fusão.

Em 1983, a empresa mudou-se para uma nova sede mundial no número 85 da Broad Street, onde permaneceu até a transferência para sua sede atual em 2009. Em 1985, subscreveu a oferta pública do fundo de investimento imobiliário que controlava o Rockefeller Center, na época a maior oferta do gênero já realizada. Com o início da dissolução da União Soviética, a firma também participou do movimento internacional de privatização, assessorando empresas separadas de seus governos de origem.

Em 1986, a firma criou a Goldman Sachs Asset Management, que presta serviços de investimento e assessoria em mercados públicos e privados a instituições, consultores financeiros e pessoas físicas. No mesmo ano, subscreveu a oferta pública inicial da Microsoft, assessorou a General Electric na compra da RCA e ingressou nas bolsas de valores de Londres e Tóquio, onde expandiu o negócio de fusões e aquisições. Na década de 1980, tornou-se o primeiro banco a distribuir eletronicamente suas análises de investimento e criou a primeira oferta pública de títulos de emissão original com grande desconto. Em 1988, ajudou o State Bank of India a obter uma classificação de crédito e emitir US$ 200 milhões no mercado norte-americano de papel comercial.

Robert Rubin e Stephen Friedman tornaram-se sócios seniores conjuntos em 1990 e se comprometeram a ampliar a atuação internacional da empresa, com foco nas áreas de fusões e aquisições e negociação. Em 1990, a firma introduziu operações sem papel na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Rubin deixou a empresa em 1992 para trabalhar na Presidência de Bill Clinton. Em 1994, a companhia lançou o Goldman Sachs Commodity Index e abriu em Pequim seu primeiro escritório na China. No mesmo ano, Jon Corzine tornou-se CEO depois que Friedman deixou o posto de sócio sênior.

Após décadas de debate entre os sócios, o Goldman Sachs tornou-se uma empresa de capital aberto por meio de uma oferta pública inicial em maio de 1999. A empresa vendeu 12,6% de seu capital ao público. Depois da oferta, 48,3% permaneciam com 221 ex-sócios, 21,2% estavam nas mãos de empregados que não eram sócios e os 17,9% restantes pertenciam a sócios aposentados e a dois investidores antigos, Sumitomo Bank Ltd. e Assn, braço de investimentos da Kamehameha Schools. As ações foram lançadas a US$ 53 cada. Depois da abertura de capital, Henry Paulson tornou-se presidente do conselho e CEO, sucedendo Jon Corzine.

Em julho de 1999, a companhia adquiriu a Hull Group, empresa de negociação eletrônica, por US$ 531 milhões.

2000–presente

Em setembro de 2000, o Goldman Sachs adquiriu a Spear, Leeds & Kellogg, uma das maiores firmas especializadas da Bolsa de Valores de Nova Iorque, por US$ 6,3 bilhões.

Em julho de 2003, comprou a Ayco Company, que prestava serviços de planejamento financeiro e gestão patrimonial a executivos de alto escalão.

Em maio de 2006, Henry Paulson deixou a empresa para assumir o cargo de Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e Lloyd Blankfein foi promovido a presidente do conselho e CEO.

Em setembro de 2008, Goldman Sachs e Morgan Stanley, os dois últimos grandes bancos de investimento dos Estados Unidos, confirmaram que se transformariam em sociedades controladoras bancárias. A aprovação do Federal Reserve encerrou o modelo de grandes firmas independentes de valores mobiliários, 75 anos depois de o Congresso separar essas instituições dos bancos que recebiam depósitos. A decisão veio após semanas de crise que levaram o Lehman Brothers à falência e à venda apressada da Merrill Lynch ao Bank of America. Ainda em setembro de 2008, a Berkshire Hathaway concordou em comprar US$ 5 bilhões em ações preferenciais do Goldman Sachs e recebeu warrants que lhe permitiam comprar outros US$ 5 bilhões em ações ordinárias da companhia nos cinco anos seguintes. A empresa também levantou US$ 5 bilhões em uma oferta pública de ações a US$ 123 por ação. Em outubro de 2008, o Goldman Sachs recebeu um investimento de US$ 10 bilhões em ações preferenciais do Tesouro dos Estados Unidos como parte do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (TARP). Em junho de 2009, a empresa devolveu ao Tesouro o investimento do TARP, com retorno de 23%, composto por US$ 318 milhões em dividendos de ações preferenciais e US$ 1,418 bilhão no resgate de warrants. Em março de 2011, o Goldman Sachs recebeu autorização do Federal Reserve para recomprar as ações preferenciais que pertenciam à Berkshire Hathaway.

Em novembro de 2009, o Goldman Sachs abriu sua nova sede na 200 West Street.