Soneto 102 é um soneto da série de 154 sonetos de Shakespeare. Ele faz parte de uma série menor, com os sonetos 100, 101 e 103, nos quais o poeta fala sobre seu silêncio.
Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG.
Sinopse Neste poema de desculpas por seu silêncio, o poeta explica, argumentando que não é um sinal de amor diminuído, mas de seu desejo, em um mundo onde os prazeres se tornaram comuns, de evitar cansar a pessoa amada com poemas de louvor, que o próprio rosto do amado é tão superior a quaisquer palavras de elogio, que o silêncio é o melhor caminho.
Se nos Sonetos 100 e 101, o poeta culpa sua Musa por não inspirá-lo, no Soneto 102 ele está ansioso para não se tornar tedioso. Ele argumenta que proclamar constantemente o amor por alguém desvaloriza a genuinidade da emoção. Seu tom é cauteloso, pois detecta uma mudança em seus sentimentos.
Traduções Tradução de Thereza Christina Motta A tradutora procurou fazer uma tradução mais literal, mantendo os 14 versos do original, mas sem se ater a ritmo, métrica ou rima.
Tradução de Milton Lins O tradutor apresentou o soneto em dodecassílabo, quase todo em hexâmetro iâmbico, e, quando assim não apresentou (versos 5 e 12), perseguiu o verso alexandrino. O esquema rímico segue o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.
Tradução de José Arantes Junior Como nos outros sonetos traduzidos nessa obra, o tradutor deu título a este soneto. No mais, seguiu o esquema rímico do autor no soneto: ABAB CDCD EFEF GG, como um soneto inglês. Mas, como o fez em todos os seus sonetos traduzidos, não o seguiu no ritmo nem na métrica, apresentando-o com um aspecto plástico, com 36 caracteres em cada verso, que lhe mostram a forma, quando utilizada uma fonte monoespaçada.
Tradução de Paulo Camelo O tradutor procurou seguir o ritmo de pentâmetro iâmbico usado pelo poeta inglês, acrescentando-lhe o ritmo holístico e mantendo o esquema rímico ali utilizado, característico do soneto inglês.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare