Erik Blomberg (18 de setembro de 1913 - 12 de outubro de 1996) foi um diretor de fotografia, produtor de cinema, roteirista e diretor de cinema finlandês. Notório pelo longa-metragem Valkonein peura (1952) que se tornou o primeiro filme da Finlândia com repercussão internacional.

Biografia Nascido em Helsínquia, Finlândia, seus pais eram Wilhelm Blomberg e Märtha Grönvik. Ainda adolescente, começou a se interessar por fotografia, trabalhando durante os verões para diferentes estúdios fotográficos.Toiviainen, p. 9.

Blomberg cumpriu o serviço militar no laboratório fotográfico da Academia da Força Aérea e no Aeroporto Naval de Turkinsaari. Após o período militar, foi estagiário na produtora Suomi-Filmi e estudou na Regent Street Polytechnic, em Londres. No entanto, Blomberg decidiu completar sua formação trabalhando no estúdio de Yevonde Middleton em Londres. Posteriormente mudou-se para Paris, onde foi aprendiz do cinegrafista Georges Saad e trabalhou em vários estúdios cinematográficos parisienses.Toiviainen, p. 10. Carreira Em 1935, Topo Leistelä convidou Blomberg para trabalhar como fotógrafo no filme da Suomi-Filmi VMV 6. No início, atuou como assistente de Theodor Luts, mas o diretor Risto Orko ficou convencido de sua competência e lhe deu a responsabilidade como diretor de fotografia.Toiviainen, p. 11.

Na Suomi-Filmi, Blomberg compartilhava estúdio com Regina Linnanheimo, graças à qual conheceu Teuvo Tulio.Toiviainen, p. 13. Ele foi diretor de fotografia dos três primeiros filmes de Tulio: Taistelu Heikkilän talosta (1936), Nuorena nukkunut (1937) e Kiusaus (1938), produzidos pela Adams Filmi. Kiusaus teve pouco sucesso e encerrou a colaboração entre Tulio e a Adams Filmi. Blomberg ficou sem trabalho, pois havia sido demitido da Suomi-Filmi após iniciar sua colaboração com Tulio. Entretanto, conseguiu alugar um estúdio para continuar trabalhando para a Adams Filmi.Toiviainen, p. 14.

thumb|Prêmio Jussi de 1951. Da direita para a esquerda: Matti Kassila, Aarne Tarkas, Erik Blomberg, Emma Väänänen, Tapio Vilpponen, Harry Bergström, Hannes Häyrinen, Salli Karuna e Lasse Pöysti Blomberg e Eino Mäkinen escreveram uma adaptação para o cinema da história de Runar Schildt “Lihamylly”. O filme resultante, dirigido por Nyrki Tapiovaara, foi Varastettu kuolema. A colaboração com Tapiovaara foi positiva, e Blomberg conseguiu expressar na tela suas visões artísticas, algo que não tivera oportunidade de fazer com Orko e Tulio.Toiviainen, p. 14–15.

Para custear o aluguel do estúdio em que trabalhava, o diretor fundou a produtora Eloseppo, sendo Toivo T. Kaila o segundo acionista. Produziram um total de cinco longas-metragens, entre eles Kaksi Vihtoria (1939), Herra Lahtinen lähtee lipettiin (1939) e Miehen tie (1940). Blomberg foi diretor de fotografia de todas as produções da Eloseppo, exceto Herra Lahtinen lähtee lipettiin.Toiviainen, p. 19, 104–105. Contudo, durante a Guerra contra a União Soviética, a produtora encerrou suas atividades.

Após a guerra, passou alguns anos na Suécia como fotógrafo de estúdio e, ao retornar, realizou curtas documentais na Lapônia junto com Eino Mäkinen. E recebeu o Prêmio Jussi de melhor curta-metragem em 1947 por Porojen parissa, e em 1949 por Ennen ensi-iltaa.

No início da década de 1950, passou a trabalhar como diretor de cinema e fundou uma produtora que levava seu nome. Junto de sua esposa, a atriz Mirjami Kuosmanen, escreveu o roteiro de seu primeiro longa, Valkoinen peura (1952), que também fotografou. O filme era uma rara produção finlandesa de terror, sendo a única obra cinematográfica do país premiada com um Globo de Ouro. Além disso, foi laureado no Festival de Cannes de 1953.

Na década de 1950, dirigiu outros dois filmes de destaque: Kun on tunteet (1954) e Kihlaus (1955). Os roteiros foram escritos por Kuosmanen, que também estrelou as duas obras. Kun on tunteet incluía um monólogo telefônico de vários minutos interpretado por Emmi Jurkka, considerado uma das cenas mais famosas do cinema finlandês.

Blomberg realizou mais dois filmes nessa década. Dirigida rapidamente e com baixo orçamento, a comédia de Lasse Pöysti Miss Eurooppaa metsästämässä (1955) teve Blomberg como produtor e roteirista. A outra foi a coprodução finlandesa-sueca-polonesa Hääyö (1959), baseada no conto de Émile Zola L'Attaque du moulin, protagonizada por Harriet Andersson. Foi o último filme dirigido por ele, e o único que não participou da fotografia.Yle, juttuarkisto, Hääyö, consultado em 18 de setembro de 2013

Entre 1965 e 1976, Blomberg filmou diferentes documentários para a Yleisradio e a MTV3. Um deles foi Oolannin sota, sobre as atividades das marinhas inglesa e francesa no Golfo da Finlândia entre 1854 e 1855. Dois anos antes da Primavera de Praga, realizou um filme de menos de uma hora que, coincidentemente, recebeu esse mesmo título e mostrava um passeio por Praga, destacando a beleza da cidade.Prahan kevät no Elonet

Por sua trajetória artística, foi agraciado em 1970 com a Medalha Pro Finlândia. Vida pessoal Blomberg foi casado com a atriz Mirjami Kuosmanen de 1939 até a morte dela em 1963 e tiveram quatro filhos. Casou-se novamente em 1965, com a polonesa Maria Karpowicz, com quem viveu nos seus últimos anos em Kuusjoki. Erik Blomberg faleceu neste mesmo município em 1996.

Filmografia Diretor 1952 : Valkoinen peura 1954 : Kun on tunteet 1955 : Kihlaus 1955 : Miss Eurooppaa metsästämässä 1959 : Hääyö 1966 : Oolannin sota (TV) 1966 : Prahan kevät (TV)

Diretor de fotografía 1936 : VMV 6 de Risto Orko 1936 : Taistelu Heikkilän talosta, de Teuvo Tulio 1937 : Nuorena nukkunut de Teuvo Tulio 1938 : Kiusaus, de Teuvo Tulio 1938 : Varastettu kuolema de Nyrki Tapiovaara 1939 : Kaksi Vihtoria de Nyrki Tapiovaara 1939 : Herra Lahtinen lähtee lipettiin, de Nyrki Tapiovaara 1940 : Miehen tie de Nyrki Tapiovaara e Hugo Hytönen

Bibliografia

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