miniatura|Representação esquemática dos resultados de um gel de eletroforese de proteínas sanguíneas
A eletroforese de seroproteínas ou eletroforese de proteínas séricas é um teste de laboratório que examina as proteínas plasmáticas chamadas globulinas. As indicações mais comuns para fazer o teste da eletroforese de seroproteínas são para o diagnóstico ou monitorização do mieloma múltiplo, a gamopatia monoclonal de significado indeterminado ou para investigar a discrepância entre um nível baixo de albumina e um nível de proteína total relativamente alto. Uma dor óssea inexplicada, a anemia, a proteinúria, uma doença renal crónica ou a hipercalcemia são também sinais de mieloma múltiplo, e indicações para fazer esta eletroforese. Primeiro deve extrair-se a amostra de sangue, geralmente num frasco hermético ou uma seringa. A eletroforese é uma técnica de laboratório na qual o soro sanguíneo (a porção fluida do sangue uma vez que este coagulou) é aplicado a uma membrana submersa num líquido tampão, a uma matriz de gel de agarose tamponado, ou a um líquido num tubo de capilar, e são expostos a uma corrente elétrica para separar os componentes correspondentes às seroproteínas em cinco frações principais pelo seu tamanho e carga elétrica: albumina, alfa-1 globulinas, alfa-2 globulinas, beta-1 e 2 globulinas e gammaglobulinas.
Eletroforese em gel ou acetato
As proteínas separam-se tanto por forças elétricas como por forças eletroendosmóticas. A carga líquida de uma proteína depende da soma da carga dos seus aminoácidos e do pH do tampão. As proteínas são aplicadas a uma matriz sólida como um gel de agarose ou uma membrana de acetato de celulose num líquido tampão, e é-lhes aplicada corrente elétrica. As proteínas com carga negativa migram em direção ao ânodo carregado positivamente. A albumina tem mais cargas negativas e migrará mais longe em direção ao ânodo. O fluxo endosmótico é o movimento do líquido em direção ao cátodo, o que faz com que as proteínas com uma carga mais fraca se movam para trás a partir do local de aplicação. As gammaproteínas são separadas principalmente por forças endosmóticas.
Eletroforese de capilaridade
Na eletroforese de capilaridade não há uma matriz sólida. As proteínas são separadas principalmente por fortes forças endosmóticas. A amostra é injetada num capilar com uma carga superficial negativa. É aplicada uma corrente alta e as proteínas carregadas negativamente, como a albumina, tendem a mover-se em direção ao ânodo. O líquido tampão flui em direção ao cátodo e arrasta as proteínas com uma carga mais fraca.
Categoria:Electroforese