Antoinette Fouque (1 de outubro de 1936 – 20 de fevereiro de 2014) foi uma psicanalista francesa envolvida no movimento de libertação das mulheres na França. Ela foi líder de um dos grupos que originalmente formaram o Mouvement de libération des femmes (MLF), e ajudou a fundar a editora Éditions des femmes, bem como a primeira coleção de audiolivros na França, a Bibliothèque des voix. Foi coautora de Le Dictionnaire universel des créatrices (2013), um dicionário biográfico sobre mulheres criativas.

Para Fouque, a produção da vida era a contribuição fundamental das mulheres para a humanidade. Sua posição na teoria feminista era principalmente essencialista e fortemente baseada na psicanálise. Ela propôs a existência de uma libido específicamente feminina e de uma "inveja do útero" nos homens. Fouque foi analisanda de Jacques Lacan e Luce Irigaray.

Em 1979, Fouque registrou a marca e a sigla MLF no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) da França. Isso desencadeou uma grande controvérsia entre ela e as demais ativistas do MLF. Em 1981, a Associação do Movimento pelas Lutas Feministas publicou o livro Chroniques d'une imposture, du Mouvement de libération des femmes à une marque commerciale – cujo prefácio foi escrito por Simone de Beauvoir – em denúncia à apropriação do movimento.

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