Os Suidlanders () é um grupo sul-africano de direita etnonacionalista e sobrevivencialista africâner cuja ideologia se baseia nas profecias do Boer Siener van Rensburg. O grupo acredita na iminência de uma guerra racial ou uma guerra civil generalizada no país, por vezes referida como «Uhuru» ou «Noite das Facas Longas». O grupo antecipa um eventual colapso da infraestrutura sul-africana, e defende e planeia a evacuação de sul-africanos brancos das principais cidades em caso de guerra racial. O grupo alega ter tido sucesso em aumentar a consciencialização global sobre esta alegada ameaça, após uma viagem aos Estados Unidos, em 2017, do seu porta-voz Simon Roche, bem como pela oferta do então ministro do governo australiano Peter Dutton de conceder preferencialmente vistos de refugiados a agricultores sul-africanos brancos.

História e crenças A organização foi formada em 2006 por Gustav Müller, que lidera até aos dias de hoje. Müller é citado numa gravação de vídeo de 28 de maio de 2016, onde afirmou que a «minha verdadeira vocação é trazer o povo Boer de volta a Deus».

A atividade dos Suidlanders aumentou após o assassinato de Eugène Terre'Blanche, um nacionalista africâner. Embora o assassinato não tenha desencadeado uma agitação social massiva, foi motivo de preocupação entre organizações de extrema-direita e alguns grupos conservadores na África do Sul.

Os Suidlanders afirmam atualmente ser uma organização civil quase ilegalizada no seu próprio país. Distancia-se explicitamente de organizações neonazis, embora reivindique louros pela propagação da teoria da conspiração do genocídio branco.

Os Suidlanders afirmam são inspirados, ainda que vagamente, nas profecias de Siener van Rensburg, um agricultor que serviu como conselheiro espiritual de vários líderes militares bôeres durante a Segunda Guerra dos Bôeres. Acreditam que Van Rensburg previu uma grande insurreição civil que levaria a uma suposta guerra racial na África do Sul. Preconizam também que um estado de anarquia está a caminho da África do Sul como resultado dos discursos revolucionários de líderes africanos marxistas que incitam a ação contra as minorias no país, apoiados por políticas a serem implementadas contra essas minorias sob o pretexto de reparações históricas.

Na sequência da morte de Nelson Mandela, os Suidlanders estimaram o «risco de revolução» na África do Sul em 50% e declararam que seria a altura ideal para «ir de férias», uma declaração codificada envolvendo a profetizada «Uhuru» ou «Noite das Facas Longas», quando os negros supostamente matariam brancos na África do Sul.

Liderança e gestão Os Suidlanders são liderados por um conselho executivo composto por Louis de la Gey, Bertus Schwan e Ben van Rensburg. A sua figura pública é Simon Roche.

A organização recebeu doações de variados grupos de extrema-direita e nacionalistas brancos, como a neoconfederada Liga do Sul, o fundador da Identity Evropa, Nathan Damigo, e a American Vanguard. Também receberam US$ 40.000 através de uma angariação de fundos na plataforma FreeStartr, a extinta alternativa ao Patreon da extrema-direita. Os Suidlanders realizam treinamentos em todos os aspectos da defesa civil ao longo do ano. O treinamento inclui logística e operações, controlo de refugiados, primeiros socorros, treinamento com armas de fogo e comunicação.

Na cultura popular Um grupo de Suidlanders é apresentado no episódio 7 da série Dark Tourist, de David Farrier.

Os Suidlanders são repetidamente referidos como antagonistas no filme G20.

Referências

Categoria:Sobrevivencialismo Categoria:Política da África do Sul Categoria:Extrema-direita na África do Sul Categoria:Nacionalismo branco Categoria:Apartheid