O massacre de Manjacaze foi um massacre de civis na cidade de Manjacaze, província de Gaza, Moçambique, em 10 de agosto de 1987. O massacre foi perpetrado por um grande número de rebeldes da RENAMO contra a cidade pouco defendida, com um saldo final de 92 civis mortos. Sequestros, saques e destruição de infraestrutura e propriedades foram amplamente relatados. O massacre em Manjacaze ocorreu menos de um mês após o massacre de Homoine, nas proximidades, e fez parte da campanha da RENAMO para isolar a capital, Maputo, do resto do país. No entanto, a RENAMO negou a responsabilidade por esses ataques.

Massacre De acordo com relatórios do governo, o massacre começou quando aproximadamente 600 rebeldes entraram na cidade de Manjacaze por volta das 6h da manhã. Os rebeldes estavam armados com morteiros, bazucas, armas de fogo e armas brancas e começaram a matar civis, além de destruir a estação de energia elétrica da cidade, bombas de água e combustível, restaurantes, armazéns, residências e atacar os bancos e prédios governamentais da cidade, bem como a fábrica de castanha de caju. Uma testemunha relatou que sua esposa foi assassinada com uma baioneta.. Os rebeldes teriam armadilhado locais próximos a áreas comerciais, residenciais e públicas com o uso de minas terrestres e bombas caseiras. Nove soldados das Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM) estavam estacionados na cidade de Manjacaze na época do massacre e teriam conseguido oferecer resistência, matando dez rebeldes antes da chegada de reforços do governo vindos de cidades próximas. O ataque principal terminou por volta das 15h do mesmo dia, quando os militantes foram expulsos da cidade, porém os rebeldes sequestraram muitos civis, vários dos quais foram mortos posteriormente. Durante as operações de perseguição, as forças governamentais envolveram-se em vários confrontos que deixaram quinze rebeldes mortos, entre eles um dos líderes do grupo.

Consequências Após o massacre, milhares de moradores fugiram de Manjacaze para a capital regional, Xai-Xai. Vários civis que permaneceram em Manjacaze perderam as pernas ao pisarem em minas terrestres colocadas pelos rebeldes dias após o ataque inicial. Muitos jornalistas, diplomatas e funcionários do governo visitaram a cidade, incluindo o chefe de assuntos da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, Michael Ranneberger, que condenou o ataque, bem como assessores dos candidatos republicanos à presidência em 1988. A Cruz Vermelha Internacional condenou o ataque.

Bibliografia

Categoria:Guerra Civil Moçambicana Categoria:1987 em Moçambique Categoria:Massacres em Moçambique