miniaturadaimagem|Billie Eilish em 2019, com suas ghost roots características miniaturadaimagem|Pessoa com ghost roots rosa

Ghost roots constituem uma técnica de coloração capilar associada ao ressurgimento da estética vintage dos anos 1990 e 2000. O método caracteriza-se por iniciar a descoloração diretamente na raiz, produzindo um contraste marcante que altera a percepção visual da parte superior do cabelo. Gerard Way transformou a técnica em uma característica da subcultura emo nos anos 2000. No entanto, a popularização contemporânea desse efeito recebeu forte impulso em 2019, quando Billie Eilish passou a descolorir as raízes e tingi-las de verde neon, adotando um visual que se tornou símbolo em sua carreira. A cantora descreveu tanto as fases de “raízes verdes” quanto de “raízes vermelhas” como momentos pessoais e esteticamente definidores, afirmando que as tonalidades verde e preta constituíram um estilo profundamente próprio. O impacto desse visual levou outras figuras públicas a explorar variações semelhantes, incluindo clientes que optaram por raízes platinadas, bem como artistas como a rapper Nettspend e a maquiadora Isamaya Ffrench.

Em 2020, o contraste entre verde limão e preto consolidou-se como o penteado mais reconhecível de Eilish. A proposta, considerada subversiva, invertia a lógica tradicional da coloração ao enfatizar a raiz em vez das pontas, contribuindo para a difusão das ghost roots como tendência distintiva no universo da moda e da beleza.

Em 2024, com a difusão da cor verde através do álbum BRAT, de Charli XCX, as ghost roots se tornaram tendência novamente.

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