miniaturadaimagem|Cândida Fortes Brandão - Museu Municipal Cândida Fortes Brandão, nascida Cândida de Oliveira Fortes (Cachoeira do Sul, 23 de abril de 1862 - Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1922), também conhecida pelos pseudônimos Marina e Canolifor, foi uma escritora, contista, poetisa e jornalista brasileira.SCHMIDT, Rita Terezinha. Cândida de Oliveira Fortes Brandão. In: MUZART, Zahidé Lupinacci (org.). Escritoras Brasileiras do século XIX. Florianópolis: Editora Mulheres - Edunisc, 2004. p. 143-152. Vida Filha de Fidêncio Pereira Fortes e Clarinda de Oliveira Fortes, Brandão frequentou a antiga Escola Normal de Porto Alegre, onde se formou como professora aos 22 anos.MOREIRA, Maria Eunice (ed.). Introdução - Cândida Fortes Brandão: entre o tinteiro e a palmatória. In: BRANDÃO, Cândida Fortes. Fantasia e outros textos. São Paulo: Editora Unesp Digital, 2024. p. 11-92. Atuou na profissão por 37 anos e foi diretora do Colégio Antônio Vicente de Fontoura, em Cachoeira (atual Cachoeira do Sul), sua cidade natal.

Casou-se com o promotor público, juiz distrital, advogado, professor, jornalista e conselheiro de Cachoeira do Sul Augusto Brandão em 1901, aos 39 anos. O casal não teve filhos.

Cândida faleceu em 7 de novembro de 1922, no Rio de Janeiro, aos 60 anos de idade. Obra A produção completa de Cândida Fortes Brandão abarca textos em poesia e em prosa, muitos publicados em jornais.

A obra da autora apresenta características marcantes, como a predominância da poesia sobre a prosa; o tom lírico dos textos sobre o regional e o político e o soneto como principal forma literária. Participação na imprensa Paralelamente à sua vida como docente, Brandão iniciou sua colaboração como jornalista em O Commercio, em 1901. O jornal era publicado semanalmente às quartas-feiras na cidade de Cachoeira do Sul.MOREIRA, Maria Eunice. Cândida Fortes Brandão: uma gaúcha faca na bota. In: LOUSADA, Isabel; FINA, Rosa; PATRÍCIO, Sandra; PINHEIRO, Luís; CANTARÍN, Márcio Matiassi (org.). Cultura, Literatura, Memória e Identidades: por ocasi ̃ao do centenário de Cláudia de Campos (1859-1916). Lisboa: CLEPUL, 2018. p. 5-16.

Durante vinte anos, escreveu com regularidade para esse jornal, com poucos hiatos. Nele, dedicava-se principalmente à crítica literária, embora também publicasse poemas e contos. Parou de publicar em 1920, quando publicou seu último poema.

Os textos de Brandão também foram publicados em outros jornais e almanaques de vários lugares do Brasil, como em O Escrínio, O Corimbo, A Pátria, A Tribuna, Correio do Povo, Jornal do Commercio, A Grinalda, Almanaque Literário e Estatístico de Pelotas, Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul e Almanaque Popular Brasileiro de Pelotas, do Rio Grande do Sul; Almanaque Literário Alagoano das Senhoras, de Alagoas; Crepúsculo, de Santa Catarina; A Federação, do Mato Grosso; A Violeta, A Lótus e A Mensageira, de São Paulo. Também publicou em outros países, como Portugal e Uruguai.

Atuação como escritora Brandão publicou, em 1897, o livro Fantasia, composto de duas partes. A primeira, intitulada "Revérberos", contém 57 poemas inicialmente publicados em jornais sob o pseudônimo de Canolifor. A segunda é chamada de "Contos a minhas irmãs", composto de 22 textos em prosa curta.

A partir da publicação de Fantasia, é possível observar uma ampliação da temática dos versos na obra de Brandão, onde passa a incluir poemas sobre figuras políticas e culturais brasileiras, sobre episódios da história nacional e estrangeira e poemas circunstanciais.

Livro

Fantasia, 1897

Ligação externa

Cândida Fortes Brandão Fantasia e outros textos

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