Nimi Graça Ya Simbi (Bembe, 9 de agosto de 1951), também conhecido como Nimi A Simbi ou Nimi de Simbi, é um psicólogo, professor universitário e político angolano.
Entre 2008 e 2012 foi deputado na Assembleia Nacional de Angola, voltando a ocupar cadeira parlamentar em 2022. Desde 2021, é o presidente do partido Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).
Biografia Seu pais eram os alfaiates Fernando Ya Simbi e Massamba Graça Ya Simbi, sendo o mais velho de seis filhos. Sua família era da etnia congo proveniente da província do Uige. Em 1961, quando começou a Guerra de Independência de Angola, a família mudou-se para a República Democrática do Congo. Simbi estabeleceu-se inicialmente em Matadi, onde muitos congos angolanos viviam. Ele então mudou-se para Quissangane.
Inicialmente não tinha interesse em política, preferindo se engajar no futebol. Influenciado por estudantes angolanos em Quissangane no ano de 1974, passou a interessar-se por política. Nimi Ya Simbi juntou-se à FNLA em 1979, e rapidamente se tornou um militante ativo no partido. Simbi não participou da guerra civil (a essa altura, a FNLA já estava em posição bastante fragilizada militarmente), mas tornou-se uma figura proeminente da intelectualidade do partido no Congo e na França.
Ele se formou na Faculdade de Psicologia da Universidade de Quissangane. Concluiu especialização em psicologia organizacional e do trabalho e mestrado em psicologia pela Universidade de Aix-Marselha, na França. Ao retornar ao Congo, lecionou psicologia na Universidade de Quissangane.
Após o fim do sistema de partido único em Angola, em 1992, Simbi voltou ao país e passou a trabalhar como professor na Universidade Agostinho Neto, onde fundou o Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências Sociais. Coordenou o Programa de Educação sobre a SIDA e projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola de 2003 a 2008.
Por algum tempo, atuou como secretário-geral da FNLA, sendo auxiliar de confiança de Holden Roberto. Durante a cisão interna do partido na década de 2000, Nimi Ya Simbi apoiou Ngola Kabangu contra Lucas Ngonda. Após a morte de Roberto em 2007, Simbi atuou como vice-presidente da FNLA sob a presidência de Kabangu. Nas eleições parlamentares de 2008, foi eleito para a Assembleia Nacional, mas perdeu seu mandato nas eleições de 2012.
Por cerca de uma década, trabalhou como Director Nacional do Trabalho no Ministério do Trabalho e da Segurança Social. Durante a liderança de Ngonda — de 2011 a 2021 — ele apoiou o grupo de Kabangu.
A cisão interna da FNLA foi formalmente resolvida no 5º Congresso. Em 19 de setembro de 2021, Nimi Ya Simbi foi eleito presidente do partido. Kabangu e Ngonda, em nome de seus grupos, reconheceram essa decisão, declararam reconciliação e expressaram apoio ostensivo ao novo líder da FNLA. Muitos líderes e ativistas do partido expressaram dúvidas sobre a sustentabilidade da pacificação alcançada. Por sua vez, Simbi chamou sua missão de "a reconciliação dos irmãos".
Nas eleições de 2022, Nimi Ya Simbi tornou-se o cabeça de lista do partido FNLA, anunciando assim a sua candidatura à presidência de Angola. Na votação de 24 de agosto de 2022, a FNLA recebeu o apoio de aproximadamente 65.000 eleitores, o que corresponde a 1,05%, resultado quer permitiu um aumento da representação parlamentar de 1 para 2 mandatos. Nimi Ya Simbi tornou-se um dos deputados da FNLA em 2022, voltando ao parlamento após 10 anos.
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