Lista dos principais acontecimentos no ano 2026 em Portugal.

Incumbentes Presidente da República: Marcelo Rebelo de Sousa (até 9 de março) e António José Seguro (a partir de 9 de março) Primeiro-Ministro: Luís Montenegro (XXV Governo Constitucional) Presidente da Assembleia da República: José Pedro Aguiar-Branco (XVII Legislatura) Presidente do Governo Regional dos Açores: José Manuel Bolieiro (XIV Governo Regional) Presidente do Governo Regional da Madeira: Miguel Albuquerque (XVI Governo Regional)

Eventos Janeiro 7 — Duas pessoas (uma idosa na Quinta do Conde, Sesimbra, e um homem de 68 anos em Tavira) morrem na sequência de demora nos meios de socorro de emergência do INEM; os dois casos juntam-se ao de um homem de 78 anos no Seixal, no dia anterior. O assunto é tema no primeiro debate quinzenal do ano na Assembleia da República, com a Ministra da Saúde Ana Paula Martins debaixo de fogo dos partidos da oposição (e dos candidatos presidenciais), que exigem a sua demissão; o Primeiro-Ministro Luís Montenegro reafirma a confiança política na ministra e anuncia compra de 275 viaturas para o INEM. 9 — Reunião do Conselho de Estado, convocada para analisar a situação internacional, em particular a situação na Ucrânia. — Guimarães começa a sua programação enquanto Capital Verde Europeia de 2026. 12 — Em campanha em Castelo Branco, logo após as sondagens para as eleições presidenciais terem vindo a revelar uma tendência em crescendo para a campanha de João Cotrim de Figueiredo, atribuindo-lhe o segundo lugar na corrida, o candidato é questionado sobre uma eventual segunda volta e admite vir a apoiar o candidato da direita radical André Ventura, declarações que viria depois a corrigir; a confusão acabaria ofuscada por outra polémica no mesmo dia, quando vêm a público nas redes sociais acusações de assédio sexual contra Cotrim de Figueiredo feitas em privado por uma ex-assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal. thumb|António José Seguro faz o seu discurso de vitória na noite da primeira volta das eleições de 2026, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha 18 — Eleições presidenciais. Sem que nenhum candidato atinja a maioria absoluta, António José Seguro vence primeira volta com 31% dos votos, ficando André Ventura em segundo lugar com 23%. Dos principais candidatos derrotados, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes não declaram apoios para a segunda volta; Gouveia e Melo diz ser "precoce" indicar voto. 20 — A Polícia Judiciária desencadeia a Operação Irmandade, de grande escala, para desmantelar o Grupo 1143, acusado de promover ideologia neonazi e crimes de ódio contra minorias e imigrantes, e detenção de armas proibidas; mais de 300 operacionais levam a cabo mais de 60 buscas e são detidos 37 suspeitos. 22–24 — A depressão Ingrid dá início ao "comboio de tempestades" de janeiro de 2026: chuva e vento intensos, ondulação forte e queda de neve em cotas invulgarmente baixas provocam centenas de ocorrências em Portugal Continental, com alertas vermelhos, escolas e estradas fechadas em dezenas de concelhos. 26–27 — Sentem-se os efeitos da depressão Joseph, inicialmente nos Açores, Minho e Douro Litoral​ e estendendo-se gradualmente às restantes regiões de Portugal continental e Madeira, com agitação marítima, chuva e ocasional queda de granizo e trovoada. 27–28 — Uma nova depressão, nomeada pelo IPMA como depressão Kristin, desenvolve-se a partir da tempestade Joseph e sofre um processo de ciclogénese explosiva a oeste da costa ocidental portuguesa, tornando-se na tempestade mais forte desde que há registo em Portugal, num fenómeno raro de sting jet com rajadas de vento a atingir os 170 km/h. As condições meteorológicas extremas deixam um rasto de de destruição pelas áreas atingidas, sobretudo na cidade de Leiria e regiões vizinhas, com falhas no fornecimento de luz e água, danos em infraestruturas, árvores caídas, vias cortadas, automóveis destruídos e deslizamentos de terras, registando-se 5 vítimas mortais; o Governo decreta a situação de calamidade em 60 municípios. 31 — Em Paris, a Presidente da Câmara Anne Hidalgo atribui o nome de "Jardin Mário Soares" a um pequeno espaço verde junto à rue Pixérécourt no 20.º arrondissement, e descerra uma placa evocativa no número 17 do Boulevard Garibaldi no 15.º arrondissement, onde Mário Soares viveu no exílio antes da revolução de 25 de Abril, entre 1970 e 1974.

Fevereiro 7–11 — A depressão Marta passa pelo território nacional, com precipitação forte e persistente. 8 — 2.º sufrágio das eleições presidenciais. António José Seguro é eleito Presidente da República batendo o recorde absoluto de votos alcançado numa eleição presidencial na Terceira República, com quase 3,5 milhões de votos (66,8%), face aos 33,2% alcançados por André Ventura. 9 — D. Andrés Carrascosa Coso, Núncio Apostólico em Portugal, apresenta cartas credenciais ao Presidente da República. 10 — Maria Lúcia Amaral, Ministra da Administração Interna, demite-se, debaixo de um coro de críticas à forma como geriu a resposta aos efeitos das tempestades que grassam no país; a pasta é transitoriamente assumida pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro. 11 — Um dique de contenção do Rio Mondego junto à ponte de Casais, em Coimbra, colapsa, fazendo ruir um troço da A1 e interrompendo a circulação automóvel totalmente entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. 15 — Tem lugar o 2.º sufrágio das eleições presidenciais nas 20 freguesias e secções de voto que pediram o adiantamento do ato eleitoral por causa da situação de calamidade provocada pelo mau tempo; os concelhos mais afetados incluem Arruda dos Vinhos, Alcácer do Sal e Golegã. 23 — Luís Neves, até àquela data diretor nacional da Polícia Judiciária, toma posse como Ministro da Administração Interna. 27 — O Governo dos Estados Unidos da América faz um pedido de utilização da Base Aérea das Lajes para uma "operação militar", sem informar quando seria realizada essa operação. A autorização é emitida, condicionalmente, no final do dia seguinte, já depois de Israel e os Estados Unidos lançarem um ataque conjunto contra vários locais no Golfo Pérsico, iniciando um conflito em larga escala com o Irão; antes daquela data já estariam a haver movimentações mais intensas das forças armadas americanas na Base das Lajes para o qual teriam "autorização tácita" ao abrigo do Acordo das Lajes, segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. A situação desencadeia intenso escrutínio pela possibilidade de uma participação portuguesa na eventual violação do direito internacional.

Março 1 — Uma investigação publicada pelo Público dá conta da entrada de influenciadores digitais, tiktokers e vedetas que vendem conteúdos pornográficos no OnlyFans em várias escolas do país, para atuações com músicas sexualmente explícitas, a convite das associações de estudantes e com a conivência das direções. 4 — Inauguração do retrato oficial do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, da autoria do artista plástico Vhils, no Museu da Presidência da República, em Lisboa. 7 — Os Bandidos do Cante vencem o Festival RTP da Canção 2026 com a sua canção "Rosa", e ficam apurados a representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção 2026. 9 — Tomada de posse de António José Seguro como 21.º Presidente da República Portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa é condecorado com o grande-colar da Ordem da Liberdade pelo novo presidente. 21 — Ataque com um engenho explosivo contra os participantes da Marcha pela Vida, junto à Assembleia da República em Lisboa; o dispositivo não chega a detonar e o agressor, alegadamente integrado num grupo anarquista, é detido no local.

Abril 1 — Estreia do musical Sr. Engenheiro: Alegadamente Um Musical no Teatro Tivoli, em Lisboa; a peça, com Manuel Marques no papel principal, satiriza a figura de José Sócrates. 10 — O novo sistema nacional de depósito e reembolso de embalagens de bebidas, Sistema Volta, entra em funcionamento. 17 — Reúne o primeiro Conselho de Estado do mandato do Presidente António José Seguro, para discutir segurança interna, infraestruturas críticas e defesa nacional; a reunião tem lugar apenas um dia depois da eleição dos cinco representantes da Assembleia da República e do Presidente da República ter apresentado as suas escolhas (os antigos ministros socialistas Alberto Martins e Nuno Severiano Teixeira, a cientista Maria do Carmo Fonseca, a reitora da Universidade Católica Isabel Capeloa Gil, e o biogeógrafo Miguel Bastos Araújo). 18 — Inauguração da Escola-Museu D. José Policarpo, em Frei Domingos, na Benedita, Alcobaça. 21 — Visita oficial do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Lisboa, no fim da sua viagem pela Europa, que incluiu também passagens pela Espanha e pela Alemanha, sendo recebido pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro e pelo Presidente da República António José Seguro para discutir temas da agenda bilateral dos países, nomeadamente as alterações às leis portuguesas da imigração e da nacionalidade. Algumas centenas de pessoas concentraram-se em manifestações, uma de apoiantes do presidente brasileiro mobilizados pelo núcleo local do PT, e noutra manifestação contra, promovida pelo partido Chega. 23 — Inauguração do Muzeu — Pensamento e Arte Contemporânea dst, no espaço do antigo Tribunal de Braga, também conhecido como Palacete Vilhena Coutinho; o museu abre ao público no dia 25 de abril.

Maio 19 — Duas crianças, de 3 e 5 anos, são encontradas numa estrada entre a Comporta e Alcácer do Sal após terem sido abandonadas pela mãe, de nacionalidade francesa, e pelo seu companheiro. 23 — O Presidente da República, António José Seguro, divulga o relatório global da sua primeira Presidência Aberta, onde avaliou os estragos causados na região Centro do país pelas tempestades do início do ano; o Presidente conclui que "a governação da crise revelou insuficiências de coordenação, clareza e interoperabilidade" e deixa críticas ao "excesso de improviso e de articulações construídas sob pressão". 27 — Reabertura da Torre de Belém após extensas obras de conservação e restauro realizadas no decurso de um ano, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência. 30 — Tem lugar na Figueira da Foz a 2.ª edição do Remigration Summit, cimeira internacional de extrema-direita, organizado por Afonso Gonçalves, líder do movimento Reconquista.

Junho 1–3 — Visita institucional dos Duques de Edimburgo, Eduardo e Sofia, a propósito dos 640 anos do Tratado de Windsor, primeiro passo da histórica aliança entre Inglaterra e Portugal. 3 — Greve geral, a segunda em seis meses, contra a proposta de lei da reforma laboral "Trabalho XXI" apresentada pelo governo. 3 — Portugal é eleito como membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para o biénio 2027–2028; é o terceiro de mandato de Portugal naquele órgão (1979–1980, 1997–1998 e 2011–2012). 10 — Estreia da ópera Relicário Perpétuo, de Luís Tinoco com libreto de Luísa Costa Gomes, no Teatro Camões em Lisboa, sob a direção musical da maestrina Joana Carneiro, encerrando as comemorações do V Centenário de Luís Vaz de Camões. 11 — Vítor Sereno (secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa) defendeu num artigo de opinião o acesso aos metadados por parte dos serviços de informações portugueses. 12 — Uma falha informática paralisou hospitais e centros de saúde, tendo afetado também farmácias. A falha deveu-se a uma falha de energia no centro de dados do SNS, não existindo "memória de uma paragem tão longa”. 19 — Na Assembleia da República, é rejeitada na generalidade a proposta de reforma laboral do Governo, com os votos contra do Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP, apesar dos votos a favor do PSD, IL e CDS-PP. 25 — A abstenção do PS viabiliza a aprovação da Prestação Social Única (PSU) na Assembleia da República, com os votos a favor do PSD e CDS-PP.