Deep Water é o álbum de estreia do supergrupo estadunidense de rock progressivo Cosmic Cathedral, lançado em 25 de abril de 2025 pela Inside Out .
A banda é composta pelo vocalista/guitarrista Phil Keaggy (Glass Harp), o vocalista/tecladista Neal Morse (Transatlantic, Flying Colors, The Neal Morse Band, ex- Spock's Beard), o baixista Byron House (Neal Morse, Robert Plant, Dolly Parton, Chris Cornell) e o baterista Chester Thompson (Unitopia, ex- Genesis, ex- Frank Zappa, ex- Weather Report).
A obra saiu nas plataformas digitais, como uma edição limitada em CD digipak e LP duplo em gatefold.
Dois singles foram lançados do álbum, cada qual com um vídeo correspondente: "Introduction / Launch Out Part One", em 21 de fevereiro; e "Time to Fly", em 27 de março.
Contexto e gravação O vocalista/tecladista Neal Morse conhecia o baixista Byron House e o guitarrista Phil Keaggy desde 2003 e 2004, respectivamente, quando eles participaram de seus álbuns solo Testimony e One. Mais tarde, quando Neal foi a um show de Steve Hackett em Nashville, ele conheceu o baterista Chester Thompson e organizou uma sessão jam com ele, durante a qual eles decidiram convidar mais músicos, e tanto Byron quanto Phil foram considerados.
Os membros da banda a batizaram após analisar listas de sugestões fornecidas por eles. Neal gostou da palavra "Cathedral" (catedral) e queria algo relacionado ao conceito de eternidade; "cosmic" (cósmica) foi inicialmente rejeitada por Phil porque ele havia lançado recentemente um trabalho com essa palavra no título (Spinning on a Cosmic Dime, com Jeff Johnson), mas ele acabou aceitando.
Grande parte do álbum foi criada a partir de jams, incluindo algumas letras. Neal descreveu o som da banda como "prog encontra yacht rock encontra The Beatles". Deep Water foi gravado ao longo de duas semanas em meados de 2025, com Phil adicionando suas partes posteriormente devido a uma cirurgia.
Temas Segundo Neal, o conceito de "águas profundas" (deep water) mencionado na suíte principal do álbum refere-se ao "lugar profundo do espírito" e à fé plena em Deus, e aos conflitos que surgem disso. Em uma entrevista à Goldmine, ele explicou que leu uma frase em um livro antigo sobre Deus dizendo "lance-se em águas profundas". Segundo ele, "lançar-se em águas profundas, onde Deus está, era a ideia, e ela ficou comigo. [...] Eu fiquei com essa ideia rondando minha cabeça por alguns meses antes mesmo de Chester e eu sentirmos vontade de fazer algo juntos. [...] Eu me senti atraído pela ideia de explorar isso e, na verdade, toda aquela suíte é sobre as coisas que nos impedem de nos lançarmos com Deus. Não se trata apenas de se lançar com Deus, embora grande parte dela seja." O crítico da revista Prog James McNair afirma que ela vem de uma frase usada por Smith Wigglesworth para descrever "uma caminhada espiritual com Deus".
Quando questionado sobre a possibilidade das letras serem cristãs e, ao mesmo tempo, mais abertas em sua natureza, Neal disse que, sempre que escreve letras, ele simplesmente "diz o que sente naquele momento" e que o álbum pode ser "direto demais" às vezes e nem tanto em outros momentos. James analisou que "liricamente não há ambiguidade aqui. A mensagem evangélica de Deep Water dificilmente poderia ser mais clara: 'Jesus veio, eu vi sua luz, Ele dissipou as dúvidas de ontem'.
Recepção da crítica No Sonic Perspectives, Scott Medina considerou Deep Water análogo a No Hill for a Climber, álbum que Neal lançou em 2024 com o The Resonance, uma banda nova de jovens músicos. De todos os membros, ele destacou a performance de Phil chamando seu papel de algo que "realmente compensa e é um dos motivos para continuar ouvindo repetidamente". Por outro lado, ele considerou que a faixa de encerramento, "The Door to Heaven", "já foi escrita muitas e muitas vezes por Morse antes – melodicamente e liricamente – [...] Mas a dependência excessiva da forma está começando, ironicamente, a parecer uma muleta". Ele finalizou sua resenha com nota 8.9 dizendo que o álbum "certamente consegue oferecer um contexto inspirador para esses quatro músicos extraordinários tocarem juntos".
Escrevendo para a Prog, James McNair elogiou o talento musical de Neal e Phil, embora tenha sentido que "algumas das passagens mais virtuosas ocasionalmente parecem mais um exercício para a mão esquerda do que música propriamente dita". Ele também estabeleceu o álbum como claramente religioso e questionou se não haveria "uma maneira um pouco mais inventiva de transmitir isso, liricamente falando". Ele o chamou de "uma reafirmação dos princípios fundamentais de fé dele [de Neal] com amigos que compartilham da mesma visão" e concluiu que "é também uma audição mais do que decente, embora alguns se sintam alienados por sua pregação e abordagem dispersa em relação ao gênero".
Lista de faixas
Paradas Parada (2025)Maiorcolocação
Créditos Conforme Sonic Perspectives
Neal Morse – vocais, teclados Phil Keaggy – guitarras, vocais Byron House – baixo Chester Thompson – bateria, percussão Jerry Guidroz – coprodutor, engenharia de áudio, mixagem
Categoria:Álbuns lançados pela InsideOut Music Categoria:Álbuns de estreia de 2025 Categoria:Álbuns de rock progressivo Categoria:Álbuns de rock cristão Categoria:Álbuns de jazz fusion