A toxicidade por digoxina, também conhecida como envenenamento por digoxina, é um tipo de envenenamento que ocorre em pessoas que tomam muita medicação com digoxina ou comem plantas como dedaleira, que contêm substância similar. Os sintomas são tipicamente vagos. Eles podem incluir vômito, perda de apetite, confusão, visão turva, mudança na percepção de cor e energia diminuída. As complicações potenciais incluem um ritmo cardíaco irregular, que pode ser também muito rápido ou muito devagar.
A toxicidade pode ocorrer em um curto período de tempo, em seguida à overdose, ou gradualmente durante o tratamento a longo prazo. Os fatores de risco incluem baixo potássio, baixo magnésio e alto cálcio. Digoxina é uma medicação usada em falência cardíaca e em fibrilação atrial. Um eletrocardiograma é uma parte da rotina do diagnóstico. Os níveis no sangue são somente úteis para mais de seis horas depois da última dose.
Carvão ativado pode ser usado se puder ser administrado dentro de duas horas após a pessoa tomar a medicação. A atropina pode ser usada se o ritmo cardíaco é baixo, enquanto o sulfato de magnésio pode ser usado em casos de contração ventricular prematura. O tratamento para toxicidade grave é com fragmentos de anticorpos específicos para digoxina. Seu uso é recomendado naqueles que têm disritmia grave, estão em parada cardíaca ou têm os níveis de potássio maiores que 5 mmol/L. O baixo potássio ou magnésio no sangue deve ser também corrigido. A toxicidade poderá ocorrer novamente dentro de alguns dias após o tratamento.
Na Austrália, em 2012, houve cerca de 140 casos documentados. Diminuiu pela metade desde 1994, como resultado do uso diminuído de digoxina. Nos Estados Unidos, 250 casos foram notificados em 2011, o que resultou em 27 mortes. O risco de morte é de 1 a 5% e entre 15 a 30% com toxicidade crônica por digoxina. A condição foi primeiramente descrita em 1785 por William Withering.
Referências
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