Maria UPP é o apelido atribuído a Patrícia Alves Barbosa, uma mulher brasileira envolvida em um caso investigado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em 2014, relacionado a supostos relacionamentos sexuais com policiais militares lotados em Unidades de Polícia Pacificadora, conhecidas pela sigla UPPs. O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações segundo as quais policiais militares poderiam ser submetidos a processos disciplinares e eventualmente expulsos da corporação em decorrência desses fatos. Seis anos depois, Patrícia ainda figurava em no notíciário por casos análogos.

Contexto De acordo com informações divulgadas no ano de 2014, Patrícia Alves Barbosa teria mantido relações com policiais militares ao longo de aproximadamente dois anos. Em depoimento, afirmou ter frequentado diversas UPPs durante esse período. O apelido Maria UPP passou então a ser utilizado pela imprensa para se referir à mulher no contexto das investigações conduzidas pela corporação. No mesmo ano, Patricia gravou um filme pornô.

Investigações Investigações iniciais apontaram que quatro policiais militares apareceriam em fotos e vídeos mantendo relações sexuais com Patrícia Alves Barbosa. O material teria motivado a abertura de procedimentos internos na Polícia Militar e, segundo o depoimento de um dos soldados investigados, em ao menos um dos encontros ele teria utilizado colete da corporação para atender a um fetiche atribuído à mulher. Outro policial relatou que encontros ocorreram em uma residência localizada em Jacarepaguá, onde afirmou ter o hábito de levar mulheres. A Polícia Militar instaurou Conselhos Disciplinares para apurar a conduta dos policiais envolvidos. Os procedimentos poderiam resultar na expulsão dos praças, caso fosse entendido que suas condutas eram incompatíveis com a permanência na corporação.

Repercussão O caso teve ampla repercussão na mídia devido à associação entre policiais militares em serviço, Unidades de Polícia Pacificadora e a divulgação de imagens íntimas envolvendo a mulher conhecida como Maria UPP. As autoridades destacaram que a investigação não se limitava à esfera pessoal, mas aos reflexos institucionais das condutas apuradas. Em 2026, mais de 10 anos após a repercussão, um boato se disseminou acerca de sua morte, que acabou por ser desmentido por um portal de fact checking.

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