A Universidade do Distrito Federal (UDF) foi uma universidade pública sediada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, que existiu de 1935 a 1939.
Fundada em 4 de abril de 1935 pelo Decreto-Lei nº 5.513, seu grande idealizador foi o educador Anísio Teixeira, à época secretário de Educação do Distrito Federal, integrando o governo do prefeito Pedro Ernesto. A instituição seguia os princípios do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que buscava modernizar a educação superior no Brasil.
A UDF tinha por finalidade promover a pesquisa acadêmica, fomentar a cultura nacional e formar professores para o ensino básico, secundário e superior. Em um contexto de acentuado crescimento econômico e industrial, diferentemente de outras instituições do país, que unificaram faculdades já existentes para formar uma universidade, a UDF partiu praticamente do zero, utilizando apenas o Instituto de Educação como base para a formação de professores.
A universidade foi duramente combatida por grupos conservadores, pela Igreja Católica e pelo governo Vargas, o que levou à sua extinção em 1939. A prisão de Pedro Ernesto foi o primeiro passo para o fim precoce da UDF. Ele foi acusado de ter ligações com a Intentona Comunista, sendo deposto em 1936. Em seu lugar, foi escolhido um interventor para a cidade, o padre Olímpio de Melo. A Igreja fazia fortes críticas à universidade e a Anísio Teixeira, que defendia a laicidade do ensino e concorria com as instituições de ensino da Igreja, como a PUC. Após o golpe que instaurou o Estado Novo, o projeto centralizador do governo federal se intensificou. Em janeiro de 1939, por iniciativa do ministro Gustavo Capanema, a UDF foi extinta, tendo sua estrutura e seu corpo docente parcialmente absorvidos pela recém-inaugurada Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual UFRJ.
Em 1950, a ideia de criar uma universidade por parte do governo do Distrito Federal foi retomada, recriando-se a Universidade do Distrito Federal a partir da unificação de quatro instituições de ensino privadas (a Faculdade de Ciências Econômicas, a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, a Faculdade de Filosofia do Instituto La-Fayette e a Faculdade de Ciências Médicas) transformando-as em uma instituição pública municipal, essa instituição é a atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Referências
Leitura suplementar
Maria de Lourdes de A. Fávero (2009). A Universidade do Distrito Federal (1935 - 1939): Um projeto além de seu tempo. Liber Livro.
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