Noturno Copacabana é um álbum de música popular brasileira (MPB) do músico brasileiro Guinga, lançado pela gravadora Velas no ano de 2003. Foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira na premiação de 2004.

Contexto Lançado no ano de 2003, pela gravadora Velas, Noturno Copacabana marca o sexto álbum de estúdio do músico brasileiro Guinga, dez anos após seu disco Delírio Carioca, trabalho lançado em 1993. Nascido no bairro de Madureira e morador do Leblon, Guinga em entrevista a jornalista Luciana Ribeiro do Jornal do Brasil, afirmou que o disco remonta quando mudou-se para um "apartamento minúsculo na Rua Barata Ribeiro", marcando sua chegada em Copacabana. Sobre o bairro afirmou "Copacabana é a síntese do Brasil, com todos os seus ricos personagens, de prostitutas a ilustres como Oscar Niemeyer. Quando vivi lá minha geladeira ficava na sala, estava começando minha vida de dentista, mas fincava o pé na Zona Sul, de onde nunca mais sai". Para o jornalista Carlos Calado, da Folha de S.Paulo, afirmou que não teve pudor de "mostrar seu lado mais feminino, mais passional".

O álbum conta com composições de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Simone Guimarães, Francisco Bosco e de Mauro Aguiar. Em entrevista para a jornalista Elisa Rosa do Jornal do Commercio, afirmou que levou dois anos para gravar o álbum.

Faixas

Recepção

Crítica O jornalista e crítico musical Tárik de Souza para o Jornal do Brasil, fez crítica positiva ao disco, afirmando que o álbum "destila erudição e densidade sobre vários formatos da música popular brasileira e coloca alguns tijolos a mais numa obra sólida erguida sem a aflição das celebridades instantâneas". Julinho Bittencourt, para o jornal A Tribuna, fez crítica muito positiva ao disco e acrescentou "Noturno Copacabana, de Guinga, é música de gente grande. Tem a dimensão do país que a gente quer, muito distante do que a gente tem. É centrado na música, sem apelos, truques, roupas, e purpurinas. Elabora ao extremo cuidado, com carinho".

Conforme apurou o jornal O Fluminense, Chico Buarque ao ouvir a faixa "O Silêncio de Iara" telefonou a Guinga e disse que tratava-se da "música do século".

Prêmios Em 2004, o álbum foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Em cerimônia realizada no Shrine Auditorium, em Los Angeles, na Califórnia, o álbum terminou a noite indicado, sendo superado pelo álbum de estreia Maria Rita, da cantora Maria Rita. +AnoPremiaçãoCategoriaLocalResultadoRef.2004Grammy LatinoMelhor Álbum de Música Popular BrasileiraShrine Auditorium, Los Angeles, Califórnia,

Turnê Para celebrar o lançamento do álbum uma série de shows foi realizada, que passou por diversas cidades incluindo, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, além de em Perúgia, no , na Itália.

Músicos Os músicos que trabalharam neste álbum são:

Guinga - violão e voz; Lula Galvão - violão e guitarra; Jorge Helder - contrabaixo; Carlos Malta - flauta; Nailor Proveta - sax alto; Paulo Sérgio Santos - clarinete, clarone e sax alto; Jessé Sadoc - flugelhorn e trompete Nelson Oliveira - trompete; Sérgio de Jesus - trombone; Bocão - trombone; João Cortez - bateria; Armando Marçal - percussão Gilson Peranzzetta - acordeon; David Chew - violoncelo; Marcus Ribeiro Oliveira - violoncelo; Marie Christine Springuel - viola de arco; Jesuína Noronha Passaroto - viola de arco; Fátima Guedes - vocal; Leila Pinheiro - vocal; Quarteto Maogani - viola; Ana Luiza - vocal.

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