Maria Timofeevna Kisliak (em russo: Мария Тимофеевна Кисляк; aldeia de Lidne, 6 de março de 1925 – Carcóvia, 18 de junho de 1943) foi uma partisan soviética e líder de uma célula clandestina do Comsomol em Carcóvia.
Em 8 de maio de 1965 recebeu postumamente o título de Heroína da União Soviética.
Biografia Kisliak nasceu em 1925, em uma família camponesa ucraniana, na aldeia de Lidne. Após concluir sete séries escolares, ingressou em uma escola médica em Carcóvia, onde se formou como auxiliar de paramédicos e parteiras. Ela concluiu sua formação um dia antes da invasão alemã da União Soviética.
Atividades como partisan Após a primeira ocupação alemã de sua cidade natal, Kisliak cuidou de 43 soldados feridos do Exército Vermelho que haviam sido deixados para trás em uma área florestal. Depois de reunir alimentos, medicamentos e suprimentos, guiou-os através das linhas de frente, ajudando-os a se reencontrar com o restante de sua unidade.
Em fevereiro de 1943, o Exército Vermelho expulsou as forças alemãs da cidade, mas os alemães retomaram o controle após um contra-ataque. Durante os combates, um soldado soviético ferido de quem ela cuidava, que se apresentava como “Viktor, de Voronej”, perguntou por que a cidade não possuía um movimento partisan forte. Após a recuperação de Viktor, Kisliak entrou em contato com vários partisans escondidos em uma floresta próxima e pediu para se juntar à causa.
Ela recrutou diversos conhecidos para o movimento e participou da morte de um oficial da SS que havia chutado o rosto de um idoso, deixando-o cego. Após flertar com o oficial, Kislyak atraiu-o até uma ponte, onde outro partisan aguardava com uma barra de ferro. No dia seguinte, ela se tornou suspeita do desaparecimento do oficial; depois de ser severamente espancada e submetida a longos interrogatórios, insistiu que nada sabia sobre o ocorrido. Durante a recuperação das torturas, produziu panfletos anti-Eixo em sua máquina de escrever.
Ao receber a informação de que um agente da Gestapo conhecido pelo apelido de “o Açougueiro” chegaria a Carcóvia, Kisliak e sua unidade partisan passaram dois dias planejando sua captura. Ela alugou um quarto ao lado do dele na fazenda onde o agente estava hospedado. Após cortejá-lo por alguns dias, atraiu-o até a margem de um rio, onde outros partisans aguardavam nas proximidades. Depois que o agente atirou em um pássaro com sua arma, os partisans apareceram; houve uma luta, mas ele foi dominado e capturado. Um saco foi colocado sobre sua cabeça, e os partisans exigiram os nomes de colaboradores nazistas e agentes da Gestapo antes de “sentenciá-lo” à morte, matando-o com uma barra de ferro.
No mesmo dia, mais de cem moradores da aldeia, incluindo a própria Kisliak, foram presos coletivamente pela Gestapo e informados de que seriam executados por um pelotão de fuzilamento caso o homem da SS não fosse encontrado vivo. No entanto, os outros 97 moradores foram libertados quando veio à tona o envolvimento de Kisliak e de dois outros partisans. Os três foram interrogados e brutalmente torturados por duas semanas consecutivas, pois a Gestapo queria descobrir quem era o líder do grupo e não acreditava quando Kisliak afirmava ser a líder. Mesmo sob tortura, ela não revelou aos alemães onde havia escondido os documentos que o agente da SS carregava.
Por fim, o trio foi enforcado publicamente em 18 de junho de 1943, e seus corpos permaneceram expostos por um dia inteiro.
Em 1965, Kisliak foi oficialmente declarada Heroína da União Soviética.
Ver também Partisans Soviéticos União Soviética na Segunda Guerra Mundial Lista de Heroínas da União Soviética
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