miniaturadaimagem|António José Seguro faz o seu discurso de vitória na noite da primeira volta das eleições de 2026, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha Várias figuras da sociedade portuguesa, tanto do campo político, como cultural e outros, vieram a público declarar o seu apoio ou intenção de voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais de 2026, que decorreram a 8 de fevereiro de 2026, contra André Ventura.

Contexto A , António José Seguro confirmou que a sua candidatura à Presidência da República, sem qualquer garantia de apoio por parte do Partido Socialista. Venceu a primeira volta, com 31,11% dos votos, e disputou a segunda volta com André Ventura no dia 8 de fevereiro de 2026.

Surgiram, imediatamente, e nos dias subsequentes, várias manifestações de apoio, desde o candidato apoiado pelo LIVRE Jorge Pinto (na noite das eleições) até ao candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP Luís Marques Mendes (quatro dias depois), ainda que este último apenas a título pessoal. Marta Temido, antiga ministra da Saúde socialista, mudou de posição depois de, na primeira volta das eleições presidenciais, não ter apoiado publicamente qualquer candidatura, declarou para a segunda volta que "voto em Seguro é o "único possível".

Manifestos coletivos

Cultura Segura O Manifesto "Cultura Segura" juntou mais de 500 nomes da Cultura que apoiaram António José Seguro. O manifesto alertou para a normalização do discurso de ódio e defendeu o reforço da democracia, apresentando a cultura como linha de resistência contra o autoritarismo. Entre as mais de 500 personalidades que assinaram o manifesto estão nomes como Ana Bacalhau, Bárbara Guimarães, Beatriz Batarda, Carolina Deslandes, Catarina Furtado, César Mourão, Cifrão, Cláudia Pascoal, Cristina Branco, Eduardo Madeira, Filipe Vargas, Francisco Moita Flores, Frankie Chavez, Gabriela Barros, Hugo van der Ding, Inês Lopes Gonçalves, Ivo Canelas, José Jorge Letria, Lena d'Água, Luís de Matos, Luís Represas e Luísa Sobral. Não-Socialistas por Seguro Um conjunto de figuras da área “não socialista” juntou-se e escreveu um manifesto a explicar o porquê de optarem por votar em António José Seguro na segunda volta das eleições Presidenciais. A carta aberta "Não-Socialistas por Seguro" lançada a 24 de janeiro, reuniu 250 nomes, mas deixou em aberto a junção de mais personalidades. Entre as figuras, de várias áreas e setores de atividade, contam-se Adolfo Mesquita Nunes, Afonso Reis Cabral, André Coelho Lima, António Capucho, António Nogueira Leite, Carlos Pimenta, Carlos Carreiras, Daniel Proença de Carvalho, David Justino, Diogo Feio, Domingos Amaral, Filipa Roseta, Francisco Avillez, Francisco José Viegas, Francisco Mendes da Silva, Guilherme Silva, Henrique Raposo, João Maria Jonet, José Diogo Quintela, José Eduardo Martins, Pacheco Pereira, Miguel Esteves Cardoso, Poiares Maduro, Pedro Mexia, Pedro Santa Clara, Tiago Pitta e Cunha, entre muitos outros.

Manifesto Saúde Segura O Manifesto "Saúde Segura" foi lançado na Internet pelas 14h00 do dia 25 de janeiro e pelas 16h00 do dia 26 contava com 475 subscritores, entre os quais os ex-ministros da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, num governo socialista, e de Fernando Leal da Costa, ex-ministro e secretário de Estado da Saúde, em governos do PSD, bem como de João Goulão, presidente do SICAD, ainda médicos e professores universitários como Hernâni Caniço, ou Rafic Nordin, ex-diretor do Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Ocidental, ou de Sílvia Ouakinin, psiquiatra. Em 48 horas haviam subscrito o manifesto cerca de 600 profissionais da área.

Católicos por Seguro Num manifesto publicado a 28 de janeiro de 2026, subscrito por 161 católicos de diferentes sensibilidades em Portugal, apelou-se ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, argumentando que a fé cristã não deve ser usada como “adereço de campanha” e que o critério de voto deve basear-se nos “frutos” da ação política, como o respeito pelas instituições democráticas, a dignidade humana e o bem comum. Os signatários afirmaram que o candidato apoiado respeita valores democráticos e humanistas, rejeitando a instrumentalização pública da fé e gestos simbólicos isolados, e defenderam a escolha de lideranças orientadas para a promoção da paz, da justiça e da moderação institucional.

Entre os subscritores, que contava, às 16h de dia 28 de janeiro, com mais de 300 personalidades católicas, destacam-se a psicóloga Margarida Rodrigues, uma das promotoras da iniciativa e membro ativo do movimento católico Equipas de Nossa Senhora, e Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa, entre outros.

No espectro político À esquerda, o candidato Jorge Pinto (apoiado pelo LIVRE), o candidato António Filipe (apoiado pelo PCP) e a candidata Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) anunciaram, na própria noite das eleições, o seu apoio a António José Seguro, numa rejeição absoluta de André Ventura, que consideraram, respetivamente, "alguém que se opõe [à Constituição] e a quer alterar drasticamente", uma "grave ameaça à democracia" e uma "trumpização em Portugal". Juntos, obtiveram 4,38% dos votos na primeira volta das eleições, numa derrota inequívoca da esquerda radical.

À direita, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP) absteve-se de apoiar qualquer candidato na noite eleitoral, mas fê-lo, a título pessoal, quatro dias depois, anunciando que votará em Seguro. O seu mandatário nacional, e ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, também anunciou votar em Seguro. Henrique Gouveia e Melo, o favorito da comunicação social, absteve-se de apoiar qualquer candidatura na noite eleitoral, mas anunciou que votará "útil" em Seguro a 29 de janeiro, tendo o seu mandatário nacional, Rui Rio, ex-líder do PSD e ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto, anunciado apoio a Seguro a 28 de janeiro. João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, também se absteve de apoiar qualquer candidato, mas o seu mandatário nacional, José Miguel Júdice, também apoia Seguro, candidato que teria apoiado na primeira volta caso Cotrim não se tivesse candidatado. Juntos, estes candidatos obtiveram 39,94% dos votos, disputando sobretudo o eleitorado de centro e centro-direita.

Aníbal Cavaco Silva, ex-presidente da República, numa nota escrita enviada à Lusa, a 26 de janeiro, confirmou implicitamente que votaria em António José Seguro, salientando as qualidades pessoais do candidato e a importância destas presidenciais. Também o antigo presidente da República Ramalho Eanes veio declarar, a 29 de janeiro, apoio ao candidato António José Seguro, com quem se identificou “no pensamento democrático”. Luís de Almeida Sampaio discorda de Nuno Melo e entende que o CDS deveria dar indicação de voto em António José Seguro na segunda volta. O embaixador, que já representou Portugal na NATO e em Berlim e foi um dos fundadores da Juventude do CDS diz que "ficaria muito preocupado se o meu país fosse representado internacionalmente por Ventura".

Os partidos políticos com assento parlamentar à esquerda do PS (exceto o Juntos pelo Povo) — PAN, LIVRE, PCP e BE — apoiaram António José Seguro, e os partidos à direita do PS (exceto o Chega) — PSD, IL, e CDS-PP — abstiveram-se de apoiar qualquer um dos dois candidatos, apesar de que Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, anunciou que votaria em Seguro, não vinculando o seu partido, tal como fez o seu vice-presidente e líder da bancada parlamentar Mário Amorim Lopes. Quanto ao Chega, o partido mais à direita na Assembleia da República, apoiou o seu líder e fundador André Ventura.

Apoio político da direita Apesar da posição oficial dos partidos à direita do PS ser neutral (exceto o Chega), muitas figuras relacionadas a esses partidos anunciaram o seu apoio ou intenção de voto em Seguro, tais como:

PSD

Miguel Poiares Maduro, ex-ministro-adjunto; Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto; Pacheco Pereira, historiador, comentador e ex-líder parlamentar; Cristóvão Norte, deputado; José Eduardo Martins, ex-secretário de Estado; António Capucho, ex-Presidente da Câmara Municipal de Cascais; Luís Marques Mendes, candidato presidencial na primeira volta e ex-presidente do PSD; Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; David Justino, ex-ministro e ex-vice-presidente do PSD; André Coelho Lima, ex-vice-presidente do PSD; Carlos Pimenta, ex-eurodeputado; Carlos Carreiras, ex-Presidente da Câmara Municipal de Cascais; Guilherme Silva, ex-líder da bancada parlamentar e ex-vice-Presidente da Assembleia da República; Filipa Roseta, ex-deputada e ex-Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa; Arlindo Cunha, ex-ministro e ex-eurodeputado; Rui Rio, ex-líder do PSD e ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto; Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia da República; Leonor Beleza, vice-presidente do PSD e presidente da Fundação Champalimaud; Etc.

Iniciativa Liberal

Mário Amorim Lopes, vice-presidente e líder da bancada parlamentar; Carlos Guimarães Pinto, deputado e ex-presidente da IL; Rodrigo Saraiva, deputado e vice-presidente da Assembleia da República; Mariana Leitão, presidente da IL.

CDS-PP

Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do partido; Cecília Meireles, ex-deputada; Diogo Feio, ex-eurodeputado; Assunção Cristas, ex-ministra e ex-líder do partido; António Lobo Xavier, ex-deputado e Conselheiro de Estado; Pedro Mota Soares, ex-ministro e ex-líder parlamentar; Paulo Portas, ex-líder do partido, ex-ministro e número dois do Governo liderado por Pedro Passos Coelho.

Outros

José Miguel Júdice, mandatário nacional da candidatura de João Cotrim de Figueiredo e militante da direita radical na juventude;Movimento Federalista (1974), Politipédia, Observatório Político, 2012 Rui Moreira, mandatário nacional da candidatura de Luís Marques Mendes e ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto; Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado e ex-militante do CDS-PP; Henrique Gouveia e Melo, candidato na primeira volta; Ramalho Eanes, ex-presidente da República; Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.

Apoio implícito

Santana Lopes, ex-primeiro-ministro e ex-líder do PSD, apoiou implicitamente Seguro durante a campanha eleitoral ainda antes da primeira volta; José Ribeiro e Castro, ex-eurodeputado e ex-líder do CDS-PP, teceu elogios a Seguro após a primeira volta; Cavaco Silva, ex-primeiro-ministro e ex-presidente da República, elogia Seguro numa nota à Agência Lusa, deixando claramente implícito o seu voto no candidato apoiado pelo Partido Socialista; João Cotrim de Figueiredo, candidato presidencial na primeira volta e eurodeputado eleito pela IL, afirmou não votar em branco, sendo que já tinha afirmado que não ia votar em Ventura.

Votam "sem entusiasmo" Pacheco Pereira, historiador, comentador e ex-líder parlamentar; Mariana Leitão, presidente da IL; Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Ligações externas

Manifesto «Cultura Segura» Carta Aberta «Não-socialistas por Seguro» «Manifesto Saúde Segura» «Católicos por Seguro»

Categoria:Política de Portugal Categoria:Eleições presidenciais portuguesas de 2026