Adolfo Bernardo Schneider (Joinville, 6 de janeiro de 1906 – Joinville, 20 de julho de 2001) foi um escritor, historiador e pesquisador catarinense.
Biografia Adolfo Bernardo Schneider, nascido a 6 de janeiro de 1906, na cidade catarinense de Joinville, foi um pesquisador, historiador, economista e escritor autodidata. Filho de Karl Schneider, um rico imigrante alemão, Adolfo estudou na Escola Alemã, hoje conhecida como Colégio Bom Jesus. Faleceu em 20 de julho de 2001.
Não havia tido contato com a língua portuguesa até 1921, algo comum entre os filhos de imigrantes alemães no sul do Brasil, quando aos seus 15 anos, ingressou no Colégio Catarinense, em Florianópolis, para cursar seu secundário. Schneider relatou que "uma mudança brutal" foi notada por ele após a Primeira Guerra Mundial, onde, em Florianópolis, aconteciam depredações no clube de tiro alemão, queimação de livros e móveis na rua. Em 1923 Adolfo torna à Joinville, onde novamente deve se adaptar aos costumes familiares e ao idioma alemão. No ano seguinte, vai à Hamburgo, na Alemanha, para cursar a Escola do Comércio, ali, casou-se com a alemã Gretchen Meinke. Em 1929, com a queda da bolsa de Nova Iorque e a crise mundial, todos voltaram ao Brasil.
De volta a Joinville, se integra nos negócios de seu pai, e compra a sorveteria Polar para a sua esposa e familiares. Nessa época, nasceu sua filha Eva Maria. Em 1938 perde seu sogro e começam hostilidades contra sua família, no ano seguinte sua sogra decide voltar à Alemanha, levando sua esposa e sua filha. Diz ter sofrido neste período uma repressão muito forte pelas medidas de nacionalização do governo Getúlio Vargas, chegando a comparar as medidas ao apartheid sul-africano.
Testemunhando pessoalmente as dificuldades enfrentadas pelos teuto-brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial, com a proibição do uso do idioma alemão e o fechamento de escolas e jornais pelo governo ditatorial do Estado Novo (1937-1945), seu interesse pela história de Joinville foi despertado durante o centenário de fundação da cidade, em 9 de março de 1951. Durante as comemorações do centenário, Schneider percebeu a necessidade de preservar a cultura local, visto que as lojas estavam representando a história da cidade por meio de árvores genealógicas nas vitrines, que para ele simbolizava a gradual perda da cultura alemã.
Se destacou por profundo interesse que nutria pela história de Joinville e pela fundação da Colônia Dona Francisca, desempenhando importantes papéis na preservação da cultura e da história do município. Foi um dos fundadores do Museu do Sambaqui e do Arquivo Histórico de Joinville. Além disso, teve a honra de ser o primeiro presidente da Academia Joinvilense de Letras (AJL), como presidente provisório, entre os anos 1969 e 1971, e como presidente eleito entre 1971 a 1974, cujo mandato foi tacitamente prorrogado para os triênios seguintes, até sua morte, em 2001. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Foi agraciado pelas Medalhas "Pedro Álvares Cabral, o descobridor", e "Primavera Agenor Couto Magalhães" em 1976.
Obras
Povoamento – Imigração, Colonização; Colonização; História da Gestação do Museu do Sambaqui de Joinville; Memórias III – De Um Menino de 10 Anos – História de Joinville em forma de crônicas; Impressões de uma viagem ao Rio Grande do Sul; O coelhinho do halo azul. (1950) — literatura infantil. As Vendas a Prestação. (1958) — economia.
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