Samuel "Sam" Mangwana (Quinxassa, 21 de fevereiro de 1945) é um músico e instrumentista de nacionalidade quinxassa-congolesa e angolana. É o principal nome da rumba angolana fora de Angola.
Em sua extensa carreira, Mangwana foi o vocalista das bandas Festival des Maquisards e African All Stars. Foi, ainda, membro da banda seminal de François Luambo Makiadi, TPOK Jazz, e das bandas lideradas por Tabu Ley Rochereau, African Fiesta, African Fiesta National e Afrisa International.
Biografia Mangwana nasceu em 21 de fevereiro de 1945 em Quinxassa, capital da República Democrática do Congo e a maior cidade daquele país. Os pais de Mangwana eram naturais da cidade de Mucaba, na província do Uíge.
Mangwana estreou-se profissionalmente em 1963 com a banda de rumba congolesa, African Fiesta, liderada por Tabu Ley Rochereau. Mangwana mudou-se para Brazavile, do outro lado do rio Congo, onde formou um grupo de curta duração chamado Los Batchichas. Também trabalhou com a já consagrada Negro Band e com a Orchestre Tembo. Depois, regressou a Quinxassa, onde se juntou a Tabu Ley, cuja banda era agora conhecida como African Fiesta National.
Em 1967, Mangwana saiu novamente para formar o Festival des Maquisards. A banda incluía artistas de renome, como os vocalistas Dalienst e Madilu System, o guitarrista Dizzy Mandjeku e o guitarrista solo Michelino. Dois anos depois, Sam Mangwana estava em outra jornada. Ele gravou duetos com um guitarrista chamado Jean Paul "Guvano" Vangu, até 1972.
Em 1972, ele se juntou ao TPOK Jazz, liderado por Franco Luambo. Mangwana frequentemente cantava como vocalista principal em composições do guitarrista do TPOK Jazz, Simaro Lutumba. Sua popularidade cresceu durante esse período. A colaboração com Simaro rendeu três sucessos: "Ebale ya Zaire", "Cedou" e "Mabele". Ele deixou o TPOK Jazz e voltou brevemente para a banda de Tabu Ley, agora chamada Afrisa. Depois, saiu novamente, desta vez se mudando para Abijã, Costa do Marfim. Em 1978, formou, junto com outros músicos marfinenses, a banda African All Stars.
Pela suas canções "Morena" e "Pátria querida/Minha Angola", do ritmo rumba angolana, o governo angolano concedeu-lhe o título de Artista Nacional em 1976.
Quando os All Stars se separaram em 1979, ele se tornou um artista solo. Gravou e fez turnês com diversas formações de músicos. Maria Tebbo (1980), com remanescentes dos All Stars, Coopération (1982), com Franco Luambo, Canta Moçambique (1983), com Dizzy Mandjeku, e álbuns com o saxofonista Empompo Loway, sob os nomes Tiers Monde Coopération e Tiers Monde Révolution, foram destaques de sua carreira na década de 1980.
Na década de 2000, Mangwana passou a maior parte do tempo em Angola, saindo periodicamente para realizar concertos na Europa.
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