A Inteligência da Guarda Costeira (, CGI) é o ramo de inteligência militar da Guarda Costeira dos Estados Unidos e um componente do Serviço Central de Segurança do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos é um serviço militar, multimissão, marítimo e uniformizado do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, sendo uma das seis forças armadas do país. Suas funções centrais são proteger o público, o meio ambiente e os interesses econômicos e de segurança dos EUA em qualquer região marítima onde esses interesses possam estar em risco, incluindo águas internacionais, costas, portos e vias navegáveis interiores dos Estados Unidos. A Guarda Costeira oferece benefícios únicos à nação devido à sua combinação distinta de capacidades militares, humanitárias e de aplicação civil da lei. Para auxiliar no cumprimento de suas diversas missões, a liderança sênior e os comandantes operacionais dependem da Inteligência da Guarda Costeira.

A inteligência da Guarda Costeira surgiu em 1915 com a designação de um “Chief Intelligence Officer” (Oficial-Chefe de Inteligência) no Quartel-General. O Artigo 304 do primeiro conjunto de Regulamentos da Guarda Costeira previa o estabelecimento desse cargo, vinculado ao Escritório do Comandante Assistente. As atribuições do Oficial-Chefe de Inteligência estavam descritas no Artigo 614 desses mesmos regulamentos: “obtenção de informações essenciais para que a Guarda Costeira cumpra suas funções; disseminação dessas informações aos oficiais responsáveis, às unidades operacionais da Guarda Costeira, ao Departamento do Tesouro e a outras agências colaboradoras; e manutenção de arquivos e registros adequados das atividades de aplicação da lei”.

O escritório permaneceu relativamente desconhecido até a promulgação da Lei Seca, quando a CGI expandiu-se para um quadro de 45 investigadores. A CGI obteve grande sucesso durante o período da proibição, e uma Divisão de Inteligência foi estabelecida no Quartel-General em 1930, seguida pela criação de escritórios distritais de inteligência em 1933.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a CGI concentrou-se em inteligência interna e doméstica, bem como em contrainteligência. Foi incumbida de conduzir todas as investigações necessárias sobre o pessoal da Guarda Costeira e todos os candidatos a cargos na instituição, além de investigar candidatos à documentação da marinha mercante. Ademais, a Inteligência da Guarda Costeira ficou responsável por investigações relacionadas às funções regulatórias da corporação, exceto no que dizia respeito aos Regulamentos de Inspeção Marítima.

O programa moderno de Inteligência da Guarda Costeira desenvolveu amplas relações e parcerias com outros elementos da Comunidade de Inteligência para fornecer apoio oportuno e especializado a uma ampla gama de missões da Guarda Costeira e de interesse nacional. Essas missões incluem segurança portuária, busca e salvamento, segurança marítima, combate ao narcotráfico, interdição de migração irregular e proteção de recursos marinhos vivos. O Serviço de Contrainteligência da Guarda Costeira (CGCIS) está subordinado à Inteligência da Guarda Costeira e protege a instituição contra agentes estrangeiros que possam tentar infiltrar-se em suas fileiras ou comprometer suas operações, o que envolve coleta e análise de inteligência.

Atualmente, a Inteligência da Guarda Costeira está designada como parte da diretoria CG-2 no Quartel-General da Guarda Costeira.

Comandante Assistente para Inteligência e Investigações Criminais A Comandante Assistente para Inteligência e Investigações Criminais (CG-2) é a Contra-Almirante Rebecca Ore. Ela é responsável por dirigir, coordenar e supervisionar operações e atividades de inteligência e investigação que apoiam todos os objetivos de missão da Guarda Costeira, a Estratégia Nacional para a Segurança Interna e os objetivos de Segurança Nacional.

Transferência de Certas Funções para o CGIS Em 1948, a CGI tornou-se o principal braço investigativo do serviço. Esse mandato para um “serviço investigativo” exigia que agentes especiais conduzissem investigações criminais, de contrainteligência e de segurança de pessoal dentro da área de responsabilidade da Guarda Costeira. A maioria dessas investigações envolvia infrações criminais que violavam o Código Uniforme de Justiça Militar.

Em 1996, em conformidade com o Conselho Presidencial sobre Integridade e Eficiência, a Guarda Costeira reorganizou todas as funções de investigação criminal e de serviços de proteção no Serviço de Investigação da Guarda Costeira (CGIS). A centralização do CGIS implicou uma reorganização estrutural completa. Os agentes especiais passaram a responder a um Agente Especial Encarregado Regional (SAC). Os SACs estavam localizados em sete escritórios regionais: Boston; Portsmouth, Virgínia; Miami; Cleveland; Nova Orleans; Alameda, Califórnia; e Seattle. Por sua vez, os SACs reportavam-se ao Diretor do CGIS no Quartel-General, que se reportava ao Chefe de Operações e ao Vice-Comandante.

Equipes de Apoio de Inteligência em Campo As Equipes de Apoio de Inteligência em Campo (FIST – Field Intelligence Support Teams) são um componente vital da missão de Segurança de Portos, Hidrovias e Áreas Costeiras (PWCS) da Guarda Costeira e no enfrentamento das diversas ameaças à segurança interna. De acordo com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, a principal função de uma FIST é “coletar inteligência de aplicação da lei sobre todas as ameaças marítimas, trocar informações por meio de relacionamentos com entidades governamentais e privadas, realizar análise inicial e disseminar inteligência tática e operacional diretamente aos comandantes em nível portuário, bem como a outras unidades da Guarda Costeira e agências governamentais.”

Comunidade de Inteligência Em 28 de dezembro de 2001, o presidente George W. Bush sancionou legislação que alterou a Lei de Segurança Nacional de 1947, tornando a Inteligência da Guarda Costeira um membro da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos.

Serviço de Contrainteligência da Guarda Costeira dos Estados Unidos O Serviço de Contrainteligência da Guarda Costeira (CGCIS) protege a Guarda Costeira contra agentes estrangeiros que possam tentar infiltrar-se em suas fileiras ou comprometer suas operações. Isso envolve investigações, operações, coleta e análise. O atual diretor é Allen Morrison.*

O CGCIS é responsável por proteger as operações, o pessoal, os sistemas, as instalações e as informações da Guarda Costeira contra atividades de inteligência conduzidas por entidades estrangeiras, atores não estatais e ameaças internas. O CGCIS enfrenta essas diversas ameaças por meio de investigações, operações, coleta de informações, análise, atividades de contrainteligência cibernética e parcerias adequadas com as comunidades de inteligência e de aplicação da lei.

Ver também Serviço Central de Segurança Escritório de Inteligência Naval Serviço Naval Investigativo Criminal

Categoria:Inteligência dos Estados Unidos Categoria:Fundações nos Estados Unidos em 1915