Elsa Thomasdotter, conhecida como "Lilla Guden" ("[A] Pequena Deusa"), foi uma feiticeira ou curandeira. Ela foi uma das pessoas acusadas de bruxaria nos julgamentos de bruxas de "Katarina" (Katarina witch trials) durante a caça às bruxas conhecida como "O Grande Ruído" (Great noise), que teve lugar na Suécia entre 1668 e 1676.Lamberg, Marko, Häxmodern: berättelsen om Malin Matsdotter, Svenska litteratursällskapet i Finland, Helsingfors, 2021De svenska häxprocessernas utbrottsskede 1668-1671. Stockholm: Akademitryck AB. 1990. ISBN 91-22-01382-2.
Vida de Elsa Elsa Thomasdotter nasceu na Finlândia (na altura uma província Sueca) e emigrou para Estocolmo na juventude, onde trabalhou como uma serva para a nobre Helena Fleming (1581-1654) no Castelo Östanå. A sua idade e data de nascimento são desconhecidos. Quando foi julgada em 1676, ela era idosa e cega e afirmou perante o tribunal que tinha 99 anos de idade e 91 anos de trabalho como curandeira. Isto foi aceite pelo tribunal pelo suposto de que ela não saberia contar.
Durante muitos anos, ela foi uma curandeira respeitada e bem sucedida em Esctocolmo, onde o povo finlandês era amiúde bem sucedido e reconhecido nestes ofícios devido a um preconceito de que eles conseguem dominar magia. Ela era conhecida pelos medicamentos à base de plantas e era referida como "Lilla Guden" ("[A] Pequena Deusa").
Julgamento Em 1676 ocorreram os julgamentos de bruxas de "Katarina". Em abril de 1676, Brita Sippel foi executada por feitiçaria e o seu marido, o pedreiro Jöran Nilsson Galle, foi detido e preso com a mesma acusação. Galle e a sua filha Annika acusaram de bruxaria três curandeiras: Helena Olofsdotter, Elsa Thomasdotter e Erik Eriksson, que a tinham ocasionalmente. Elas foram detidas e acusadas de feitiçaria em julho.
No entanto, o julgamento representou um problema para a Comissão de Bruxaria. Embora os curandeiros fossem regularmente denunciados às autoridades por usarem feitiços que incluíam o nome de Deus nos seus tratamentos, eles normalmente recebiam penas leves dos juízes, que geralmente preferiam acusá-los de superstição em vez de bruxaria. O tribunal reuni-se para investigar o suposto sequestro de crianças por bruxas para o sabá de Satanás em Blockula, que era o propósito dos julgamentos das bruxas de Katarina, e a acusação de bruxaria contra os curandeiros populares não se encaixava na narrativa do resto dos julgamentos. Apesar da intensa caça às bruxas em curso quando as três curandeiras foram levados a julgamento, nenhuma testemunha se apresentou para acusá-los de terem sequestrado crianças para o sabá das bruxas ou de terem feito algo além do bem com os seus feitiços.
Quando Elsa Thomasdotter foi levada a julgamento, consta que ela não falava sueco e, por isso, foi-lhe designado um intérprete. O intérprete era o vigário da igreja finlandesa. Elsa Thomasdotter foi descrita como confiante e agiu sem qualquer medo perante o tribunal. Ela negou veementemente qualquer tipo de contato com Satanás. Afirmou que originalmente aprendera a criar remédios à base de ervas com Helena Fleming, enquanto trabalhava para ela, e não com Satanás. Quando ficou velha e cega, aprendeu a fabricar um remédio para dor nas pernas, que se tornou tão popular que lhe permitiu sustentar-se como curandeira. Ofereceu-se para mostrar seus remédios no tribunal e demonstrar todos ingredientes eram naturais. Admitiu que era chamada de "A Pequena Deusa" por pacientes agradecidos, porque conseguiu curar doenças quando médicos de renome falhavam, mas que esse apelido lhe era usado contra a sua vontade.
Ela era um membro popular e respeitado da sociedade, e o próprio vigário da paróquia – que atuava como seu intérprete – testemunhou a seu favor. Ele sabia que ela era uma curandeira; ele não tinha conhecimento de que ela usava feitiços que incluíam o nome de Deus no seus tratamentos (como era comum entre curandeiros), mas assegurou o tribunal que ela era um membro piedoso da paróquia – como ela era cega, ele visitava-a regularmente em sua casa para o culto religioso.
Veredicto O Tribunal decidiu lidar com os três curandeiros populares de acordo com o costume normal quando curandeiros populares eram acusados de feitiçaria. Elsa Thomasdotter, Helena Olofsdotter e Erik Eriksson admitiram ter abusado do nome de Deus nos seus feitiços durante seus tratamentos, expressaram seu arrependimento, pediram clemência e receberam uma sentença de exposição pública ao pelourinho, após a qual foram libertados.
Referências
Categoria:Caça às bruxas na Suécia Categoria:Suecos do século XVII