Cortinarius orellanus é uma espécie de fungo mortal da família Cortinariaceae, nativa da Europa. Dentro do gênero, pertence a um grupo conhecido como Orellani, todos altamente tóxicos — o consumo resulta em insuficiência renal, muitas vezes irreversível. O cogumelo é geralmente de cor castanho-amarelado a marrom em toda a extensão.
Taxonomia A espécie Cortinarius orellanus foi descrita pela primeira vez pelo micologista sueco Elias Magnus Fries em seu livro de 1838 Epicrisis Systematis Mycologici seu Synopsis Hymenomycetum. É uma das sete espécies altamente tóxicas que compõem os Orellani, um subgênero dentro do gênero Cortinarius.
Descrição Cortinarius orellanus possui um píleo côncavo de 3 a 6 cm de diâmetro, embora espécimes raros atinjam 8 cm. O píleo se achata com a idade. A cor é marrom-alaranjada e coberto por finas escamas fibrosas, tornando-se liso com o tempo. A superfície do píleo fica preta com hidróxido de potássio. As lamelas espessas são de cor ocre claro, mudando para marrom-ferrugem com a idade à medida que os esporos amadurecem. Elas têm conexão adnata ou sinuosa ao estipe. O estipe mede 4 a 9 cm de altura e 1 a 2 cm de espessura, com base afinada. Tem a mesma cor ou ligeiramente cor mais clara que o píleo, e é amarelado na parte superior. Ocasionalmente há fragmentos do véu (cortina) amarelo-pálido aderidos à metade inferior. A carne firme é ocre pálida. Tem leve odor de rabanete ao ser cortado e nenhum sabor forte.
Distribuição e habitat Cortinarius orellanus ocorre na Europa central e oriental (Polônia, República Tcheca, Eslováquia), embora seja raro na Alemanha. É ocasionalmente encontrado no sul da Grã-Bretanha. Cresce em florestas decíduas sob faias, carpinos e carvalhos, e frequentemente perto de pinheiros.
Toxicidade O perigo de C. orellanus foi descoberto em 1957, quando (em 1952) 102 pessoas adoecerem após consumi-lo em Bydgoszcz, Polônia. Onze das vítimas morreram. Desde então, casos de envenenamento foram registrados na França, Suíça e Alemanha. Em 1997, quatro pessoas sofreram toxicidade renal após confundirem C. orellanus com um comestível e apreciado cantarelo na Áustria, onde a coleta de cogumelos silvestres é popular.
A toxina relevante é a orellanina.
Uma característica importante da história natural de Cortinarius orellanus é sua toxicidade, ligada à presença de orellanina, uma forte nefrotoxina. Algumas pesquisa fornecem fortes evidências para essa afirmação, por exemplo, a de Judge e colaboradores (2010) que descreve casos de insuficiência renal crônica causada pelo consumo de cogumelos Cortinarius contendo orellanina. Ver também Cortinarius austrovenetus Cortinarius iodes Cortinarius rubellus Cortinarius traganus Cortinarius vanduzerensis Cortinarius violaceus Collybia personata Collybia nuda
Categoria:Cortinarius Categoria:Cogumelos Categoria:Fungos descritos em 1838 Categoria:Fungos não comestíveis Categoria:Biota da Europa Categoria:Fungos mortais