José Tavares da Costa (c. 1712, ilha de São Miguel, Açores, Portugal – antes de 1800) foi um colono português estabelecido no interior do atual estado do Rio Grande do Norte durante o século XVIII. Proprietário rural na região do Seridó, é citado em estudos genealógicos como um dos antepassados de diversas famílias sertanejas do Nordeste brasileiro.
Origem familiar
José Tavares da Costa nasceu por volta de 1712 na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, então pertencente ao Reino de Portugal. De acordo com registros genealógicos, seria filho do alferes Francisco de Mattos da Costa e de Maria Madalena Tavares do Rego, residentes na mesma região. Algumas fontes o descrevem como possuidor de pele avermelhada e cabelos ruivos. Algumas fontes também indicam que mantinha laços de parentesco com Rodrigo de Medeiros Rocha e Sebastião de Medeiros Matos, apontados como seus primos. A identificação dos pais de José Tavares da Costa foi inferida a partir de pesquisas genealógicas que analisaram a relação de parentesco atribuída a ele como primo dos irmãos Rodrigo de Medeiros Rocha e Sebastião de Medeiros Matos. O estudo dos progenitores desses irmãos permitiu estabelecer, com razoável grau de probabilidade, que José Tavares da Costa seria filho do alferes Francisco de Mattos da Costa e de Maria Magdalena Tavares do Rego.
Primeiro casamento
Ainda em Portugal, José Tavares da Costa contraiu seu primeiro matrimônio com Margarida Rosa. Desse casamento teria nascido ao menos um filho registrado, Francisco José Tavares.A identificação de Francisco José Tavares da Costa como filho de José Tavares da Costa baseia-se em seu assento de casamento, datado de 22 de agosto de 1764, celebrado na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na localidade da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, Açores. No referido registro, Francisco José Tavares da Costa contraiu matrimônio com Maria Francisca, constando José Tavares da Costa como pai do noivo e sendo indicado como “ausente”, expressão frequentemente utilizada nos registros paroquiais para designar a ausência prolongada do progenitor, possivelmente em razão de sua migração para a América portuguesa (). As informações disponíveis sobre essa união, contudo, são escassas, e pouco se conhece sobre o destino posterior dessa primeira família.
Migração para o Brasil
Após esse período inicial de sua vida, acredita-se que José Tavares da Costa tenha emigrado para a América portuguesa, possivelmente na primeira metade do século XVIII. A viagem teria sido realizada a partir da ilha de São Miguel, integrando o fluxo migratório de açorianos que se dirigiram ao Brasil naquele período. Uma vez estabelecido na colônia, fixou residência no interior da capitania do Rio Grande do Norte, particularmente na região do Seridó, onde passou a dedicar-se às atividades agropecuárias e à administração de propriedades rurais.
Segundo casamento
Já radicado no sertão nordestino, contraiu segundo matrimônio com Joana Batista de Araújo De acordo com o estudo genealógico de José Fabrício de Lucena, o casamento de José Tavares da Costa com Joana Batista de Araújo teria ocorrido por volta de 1742 ou possivelmente em data anterior, hipótese formulada a partir da análise cronológica dos registros disponíveis sobre a descendência do casal. Joana Batista de Araújo pertencia a uma família de destaque na formação social da região do Seridó, sendo identificada em estudos genealógicos como neta de Pedro Ferreira das Neves e de Custódia de Amorim Valcácer, integrantes de antigos troncos familiares estabelecidos no sertão nordestino., filha de Manuel Fernandes Freire e de Antônio de Moraes Valcácer. O casal residiu na fazenda Várzea, propriedade rural situada na região que atualmente corresponde ao município de Várzea, no estado da Paraíba.Dessa união resultou uma descendência mais numerosa, com registros de quatro filhos: Joana Batista de São Bento, Manuel Tavares da Costa, João Tavares da Ressurreição e Antônio Tavares dos Santos. A partir dessa linhagem, formou-se uma extensa rede de descendentes que se espalhou por diversas localidades do sertão nordestino, especialmente na região do Seridó.
Morte
Não há registros documentais precisos sobre a data de falecimento de José Tavares da Costa. Estudos genealógicos indicam que sua morte ocorreu antes do ano de 1800, possivelmente na própria região onde se encontrava estabelecido no interior do Rio Grande do Norte.
Ver também
Seridó Várzea (Paraíba) Ribeira Grande (Açores) Ilha de São Miguel
Bibliografia
Categoria:Nascidos em 1712 Categoria:Mortos no século XVIII Categoria:Portugueses do século XVIII Categoria:Proprietários rurais do Rio Grande do Norte Categoria:História da Paraíba Categoria:História do Rio Grande do Norte