Olho humano é o órgão responsável pela visão do ser humano. É composto pelo globo ocular, os anexos oculares e pelos cílios. O olho humano pode distinguir cerca de 10 milhões de cores e é capaz de detectar fótons individuais.

Anatomia do globo ocular O globo ocular possui formato esférico e fica acondicionado dentro de uma cavidade osteofibrosa chamada de órbita, que dá proteção e suporte ao globo ocular. É protegido pelas pálpebras, que são a principal barreira de proteção do olho e também contribuem para a estabilidade da superfície do olho e a manutenção da córnea.

thumb|direita|Anatomia do olho humano.thumb|220x220px|Modelo didático do olho humano.

O globo ocular possui três camadas, também chamadas de túnicas, concêntricas. A camada externa é chamada de camada fibrosa, constituída pela córnea e a esclera e serve para proteção e suporte estrutural ao globo ocular. A camada média é chamada de camada vascular, camada conjuntiva ou úvea e é formada pela íris, a coroide, e o corpo ciliar, tendo a função de nutrir e acomodar o olho e também de regular a entrada de luz. A camada interna é constituída pela retina e tem a função de detectar a luz e converter os estímulos luminosos em sinais elétricos a serem enviadas para diferentes áreas do cérebro.

O globo ocular possui dois humores, chamados de meios internos, o humor aquoso e o humor vítreo. O humor aquoso é um líquido incolor com composição semelhante ao plasma sanguíneo secretado pelos processos ciliares na câmara posterior e transportado pela pupila até a câmara anterior, de onde é transportado principalmente para o seio venoso esclera. Serve para a manutenção do formato esférico do globo ocular, limpeza e nutrição de estruturas avasculares. O humor vítreo é um gel transparente que corresponde à maior quantidade do volume ocular, composto por água, colágeno e ácido hialurônico. Sua função é manter o formato esférido do olho e garantir a posição adequada da retina.

Túnica externa miniaturadaimagem|Representação visual da túnica externa do olho, com a córnea no tom mais escuro e a esclera no tom mais claro.

Esclera

A esclerótica ou esclera, juntamente com a córnea, constitui a membrana mais externa do olho, a membrana fibrosa ou externa. A esclerótica constitui a maior parte da superfície do olho e cobre os 5/6 posteriores da túnica externa do globo ocular. Ela tem uma superfície opaca, resistente e branca, que possui as inserções dos músculos motores do olho, e apresenta vários orifícios, sendo perfuradas por vasos (veias vorticosas e artérias ciliares), nervos (nervos ciliares) e a lâmina crivosa, formada pela extensão de feixes coláginos e fibras dos 2/3 internos da esclera.

A esclera é formada por lamelas fibrosas de fibras conjuntivas colágenas entrelaçadas de modo irregular densamente compactadas em vários feixes. Em seu núcleo, é vascularizada, embora de forma mais esparsa que outras estruturas oculares. Sua enervação é realizada por ramos do nervo trigêmeo.

A esclera é formada por três camadas: A epiesclera uma camada delicada e superficial, o estroma escleral, uma camada intermediária e rica em colágeno e a lâmina fusca, a camada mais interna em contato direto com a coroide e já considerada parte da úvea. A lâmina fusca é elástica é rica em cromatóforos, conferindo à superfície interna da esclera uma cor parda.

Quanto aos orifícios posteriores, encontramos posterior à parte mais interna do olho a lâmina cribiforme. Dali saem os axônios das células ganglionares (as fibras do nervo ótico) em múltiplos fascículos (feixes fibrosos), no formato de uma pequena peneira. As quatro veias vorticosas perfuram a esclera em trajetos oblíquos, constituindo quase que canalículos intraesclerais. A parte anterior da esclera é coberta pela túnica média, que contém vários vasos sanguíneos muito pequenos, mas visíveis. Esses vasos podem dilatar bastante, fazendo a esclera parecer ter um tom azul em lactentes e crianças. Também pode ter aspecto amarelado, principalmente em idosos.

A esclerótica continua-se, anteriormente, com a córnea. O bisel criado pela junção de ambas designa-se de limbo da córnea. Inclui várias alças capilares que nutrem a parte avascular da córnea. É adjacente ao canal de Schlemm ou seio venoso da esclera, uma estrutura vascular que recolhe o humor aquoso da câmara anterior e o envia para a corrente sanguínea.

Córnea

Transparente, muito inervada, nutrida pelo humor aquoso, e é subdivida em 5 camadas;3 camadas celulares e duas membranas que separam essas camadas:

epitélio anterior estratificado pavimentoso não queratinizado (5 a 6 camadas celulares). membrana de Bowmann: membrana vermelha acelular, constituídas por fibras colágenas do tipo I. Da sustentação ao epitélio anterior. estroma: formado por mais ou menos 200 camadas de fibras colágenas. membrana de Descement: membrana basal do epitélio posterior, camada acelular homogênea que separa a substancia própria do endotélio. epitélio posterior simples pavimentoso.

Túnica média

Coroideia

A coroideia faz parte da membrana músculo-vascular, tal como o corpo ciliar e a íris. A coroideia representa os 2/3 posteriores da referida membrana e situa-se entre a esclerótica e a retina, sendo essencialmente constituída por vasos. Apresenta duas superfícies, uma externa (castanha e que está aplicada na face interna da esclerótica através da lâmina fusca, de vasos e nervos) e interna (lisa e negra e que está relacionada com a retina, sem aderir a ela). A coroideia é perfurada pelo orifício do nervo ótico, que faz a continuação do orifício posterior da esclerótica. Alguns feixes de tecido conjuntivo das camadas mais superficiais da coroideia penetram nas fibras do nervo ótico e constituem o plano mais anterior da lâmina crivada. O limite anterior da coroideia é uma linha circular e sinuosa, a Ora Serrata, onde a coroideia se continua com o Corpo Ciliar.

Maior porção da túnica média, feita de tecido conjuntivo, bem vascularizado e rica em melanócitos (que produzem melanina).

Corpo ciliar

É um espessamento da coroide.

Íris thumb|Dilatação da pupila.

A íris é a parte mais visível (e colorida) do olho, e tem como sua função controlar os níveis de luz, assim como faz o diafragma de uma câmera fotográfica.

Existe um orifício em seu centro, chamado de pupila, cuja função é controlar a quantidade de luz que entra no olho. Em um ambiente com muita luz, ocorre a miose (diminuição do diâmetro da pupila), ao passo que, com pouca luz, ocorre a midríase (aumento do diâmetro da pupila).

Algumas pessoas (geralmente adultos maduros a partir dos 40 ou 50 anos) apresentam uma descoloração em forma de um círculo acinzentado ou esbranquiçado visível ao redor da íris denominada arco senil, que é causada por depósitos de células de lipídios (gordura) nas camadas profundas da córnea periférica sem ser contudo uma condição preocupante, já que é apenas um sinal do envelhecimento natural do corpo na maior parte dos casos. Entretanto, uma descoloração similar da íris dos olhos em adultos jovens, com menos de 40 anos, denominada arco juvenil, é frequentemente associada com altas taxas de colesterol no sangue, o que deve ser avaliado por um médico.

Cor dos olhos

A cor dos olhos é uma característica poligênica e é determinada pelo tipo e quantidade de pigmentos na íris do olho.Wielgus AR, Sarna T. "Melanin in human irides of different color and age of donors." Pigment Cell Res. 2005 Dec; 18(6):454-64. PMID 16280011.Prota G, Hu DN, Vincensi MR, McCormick SA, Napolitano A. "Characterization of melanins in human irides and cultured uveal melanocytes from eyes of different colors." Exp Eye Res. 1998 Sep;67(3):293-9. PMID 9778410. Os humanos e os animais têm muitas variações fenotípicas na cor dos olhos.Morris, PJ. "Phenotypes and Genotypes for human eye colors." Athro Limited website. Retrieved May 10, 2006. Nos olhos humanos, essas variações de cores são atribuída a diversos rácios de melanina produzido por melanócitos na íris. O colorido brilhante dos olhos de muitas espécies de aves estão em grande parte determinados por outros pigmentos, como pteridinas, purinas, e carotenóides.Oliphant LW. "Pteridines and purines as major pigments of the avian iris." Pigment Cell Res. 1987; 1(2):129-31. PMID 3507666.

Túnica interna

Retina

A última membrana da parede do olho a abordar é a retina, a mais interna das três e a qual recobre toda a face interna da membrana músculo-vascular. Esta divide-se em duas partes, anterior e posterior, pois ao nível da ora serrata apresenta uma mudança brusca de espessura.

A parte anterior, ou retina ciliar, recobre a face posterior da íris, e faces ântero e póstero-internas do corpo ciliar. A parte posterior, ou retina propriamente dita, é uma membrana sensorial, fina, transparente e rosada e tem uma face externa, aplicada mas não aderente à coroideia, e uma face interna, também relacionada mas não aderente ao corpo vítreo.

Na face interna da retina distinguem-se duas zonas: a papila (ligeiramente à frente do orifício do nervo óptico), que constitui o ponto de convergência das fibras óticas da retina que se unem para formar o nervo óptico, constituindo o ponto em que o nervo e artéria central da retina penetram na retina; e a fóvea central ou mácula, que é uma depressão localizada no polo posterior do olho.

Membrana mais interna do olho, onde se encontra o nervo óptico, responsável por enviar os estímulos luminosos ao cérebro. Cones e bastonetes: Na retina se encontram os cones e bastonetes que são as células fotorreceptoras responsáveis pela percepção da cor que é o resultado da combinação das três cores que os três tipos de cones são capazes de detectar: vermelho, azul e verde. Os cones são responsáveis por determinada cor e os bastonetes pela intensidade da cor. A retina contém em média 120 milhões de bastonetes e 6 milhões de cones.

Meios refratários e cavidades

Corpo vítreo Preenche todo o espaço da cavidade ocular atrás do cristalino (câmara vítrea). Na sua porção anterior tem uma depressão, a fossa pattelaris, devido à convexidade da face posterior do cristalino. Em volta do cristalino relaciona-se com o corpo ciliar e, posteriormente, adere debilmente à superfície interna da retina. O corpo vítreo é constituído por uma membrana, a membrana hialoideia, e por uma massa gelatinosa, o humor vítreo.

Humor vítreo O humor vítreo é atravessado por um canal, o canal hialoideu, de Stilling ou de Cloquet, que vai do polo posterior do cristalino até à papila, dando passagem à artéria hialoideia, ramo da artéria central da retina, que nutre a rede vascular pericristalina durante o desenvolvimento fetal do cristalino e que, posteriormente, atrofia.

Membrana hialoideia A membrana hialoideia envolve o humor vítreo e forma-se devido à condensação das suas primeiras camadas (mais periféricas).

Cristalino Transparente, avascular, formado por duas superfícies convexas.

O cristalino é uma lente que fica dentro de nossos olhos. Está situado atrás da íris e orienta a passagem da luz até a retina para que os raios de luz sejam focados nela de forma nítida. A retina é composta de células fotorreceptoras que transformam as ondas de luz em impulsos eletroquímicos, que levam a imagem através do nervo óptico para que o cérebro as interprete.

Não importa se o cristalino fica mais delgado ou espesso, estas mudanças ocorrem de modo a desviar a passagem dos raios luminosos na direção da mancha amarela. À medida que os objetos ficam mais próximos o cristalino fica mais espesso, e para objetos a distância fica mais delgado a isso chamamos de acomodação visual.

Humor aquoso