Cortinarius camphoratus é uma espécie de fungo agárico da família Cortinariaceae. O fungo é encontrado na Europa e na América do Norte, onde seus basidiomas crescem no solo em associação micorrízica com espruce e abetos em floresta de coníferas. Os basidiomas são caracterizados por cores lilás azuladas pálidas quando jovens e um odor forte e distinto. As fontes divergem quanto à comestibilidade do cogumelo, mas em geral não é recomendado para consumo. Taxonomia A espécie foi descrita pela primeira vez pelo micologista sueco Elias Fries com o nome Agaricus camphoratus em sua obra Systema Mycologicum de 1821. Em 1838, Fries transferiu a espécie para Cortinarius. Friedrich Otto Wünsche colocou-a em Inoloma em 1877. O epíteto específico camphoratus refere-se ao odor semelhante a cânfora. Descrição Os basidiomas de Cortinarius camphoratus possuem um píleo inicialmente convexo, depois achatado, às vezes desenvolvendo um largo umbo; o diâmetro varia de 4 a 10 cm. A margem do píleo é inicialmente enrolada para dentro, mas se desenrola conforme o cogumelo amadurece. O píleo é de cor bege com tons de lilás, embora tons dourados geralmente se desenvolvam com a idade e é coberto por fibrilas minúsculas aglutinadas na superfície. A carne, de cor lilás a púrpura, não tem sabor distinto, mas tem um odor que foi comparado a pó de curry, carne podre, cabras velhas, queijo de cabra, purê de batata frio, chifre queimado ou pés suados. As lamelas têm inserção adnata no estipe; são inicialmente lilás pálido quando jovens, mas tornam-se marrom-ferrugem à medida que os esporos amadurecem. O estipe mede 5 a 10 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura e engrossa em direção à base; de cor aproximadamente igual à do píleo, é sólido (não oco) e coberto por fibrilas brancas sedosas aglutinadas até o nível da zona anelar. Esta última característica se forma quando o véu parcial branco em forma de teia de aranha colapsa sobre o estipe. Há divergência geral sobre a comestibilidade do cogumelo: já foi descrito como comestível, não comestível, ou ligeiramente venenoso. Em geral, não é recomendado para consumo.
Os cogumelos produzem uma esporada marrom-ferrugem. Os esporos são marrom-pálidos, elípticos a ligeiramente em forma de amêndoa, com verrugas minúsculas e bem separadas na superfície, e medem 8,5–11 por 5,5–6,5 μm. A pileipellis é do tipo cútis (com hifas que correm paralelas à superfície do píleo); as hifas medem 3–8 μm de largura.
Espécies semelhantes A espécie Cortinarius traganus é semelhante em aparência e também possui odor pungente. É uma espécie levemente venenosa e pode ser distinguida de C. camphoratus pela cor ocre ou marrom-açafrão das lamelas e pela cor marrom-avermelhada do interior do estipe. Cortinarius tasmacamphoratus é uma espécie semelhante encontrada na Tasmânia, Austrália. Possui cor do basidioma um pouco mais opaca e lamelas que ficam marrons com a idade.
Habitat e distribuição A espécie é encontrada na Europa e na América do Norte, onde cresce em associação micorrízica com coníferas, incluindo abetos, mas especialmente com espruce. Os cogumelos são encontrados no solo, crescendo isolados, dispersos ou em grupos, geralmente entre setembro e outubro. Ver também Cortinarius austrovenetus Cortinarius iodes Cortinarius traganus Cortinarius violaceus Collybia nuda
Categoria:Biota da Europa Categoria:Biota da América do Norte Categoria:Cortinarius Categoria:Cogumelos Categoria:Fungos descritos em 1821