Clarindo Santiago (São Bento, 13 de agosto de 1893 - Rio Tocantins, 25 de novembro de 1941, foi um médico, poeta e servidor público brasileiro, com atuação destacada nos meios literários e administrativos do país, especialmente no estado do Maranhão.

Biografia Filho de Augusto Juvêncio Santiago e Adolfina Mendonça Santiago, realizou seus estudos iniciais no Liceu Maranhense, onde cursou Humanidades. Posteriormente, transferiu-se para o Rio de Janeiro com o objetivo de ingressar na Faculdade de Medicina, concluindo o curso em 1917. Sua formação foi finalizada com a defesa da tese intitulada Comentário Clínico da Aortite Sifilítica.

Após graduar-se, retornou a São Luís, onde exerceu simultaneamente atividades nas áreas da medicina, educação, literatura e política. Na medicina, dedicou-se especialmente ao tratamento da tuberculose pulmonar, utilizando o método do pneumotórax artificial. Manteve consultório na Rua Osvaldo Cruz e, em 1920, assumiu a direção do posto profilático do município de Guimarães. Anos mais tarde, em 1935, foi nomeado inspetor sanitário do Dispensário de Tuberculose.

Na área educacional, destacou-se como professor do Liceu Maranhense, onde lecionou diversas disciplinas, incluindo Corografia, Francês, Química, Física e História Natural. Tornou-se catedrático e, posteriormente, diretor da instituição. Em 1930, assumiu o cargo de Diretor Geral da Instrução Pública.

Também teve atuação política relevante. Em 1927, candidatou-se ao cargo de vereador em São Luís, sendo eleito e chegando à presidência da Mesa Diretora. Com a mudança política decorrente da Revolução de 1930, perdeu o mandato. Voltou à vida política em 1934, ao candidatar-se a uma vaga na Assembleia Constituinte, mas não obteve êxito. Durante esse período, foi acusado de ligação com o movimento comunista, sendo preso com base na Lei de Segurança Nacional e posteriormente absolvido no Rio de Janeiro.

No campo literário, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, ocupando a cadeira nº 4. Colaborou regularmente com jornais. Foi eleito em 20 de abril de 1941 para à cadeira nº 13 da Academia Maranhense de Letras, mas não chegou a tomar posse.

Faleceu em 25 de novembro de 1941, aos 47 anos, vítima de um acidente no rio Tocantins.

Obras 1) Livros

1.1) O poeta nacional, Ramos d’Almeida & Cia.: Maranhão, 1926. 1.2) A Escola Mineira - Suas fases, Ramos d’Almeida & Cia.: Maranhão, 1926. 1.3) Rumo ao sertão, Tip. Teixeira: Maranhão, 1929. 1.4) João Lisboa, Tip. Teixeira: Maranhão, 1929. 1.5) Estradas Maranhenses, Tip. Teixeira: Maranhão, 1929. 1.6) Comemoração ao 1º centenário do nascimento do poeta Sousa Andrade, Gráfica Renascença: Parnaíba, 1937. 1.7) Neto Guterres – O médico dos pobres, Gráfica Tribuna: São Luís, 1937.

2) Teses

2.1) Comentário Clínico da Aortite Sifilítica, Tese para fins de Graduação no Curso de Medina, Rio de Janeiro, 1917.

3) Artigos em periódicos

3.1) Sousândrade, O Solitário da Vitória (Rev. da Academia Brasileira de Letras – Rio de Janeiro, 1932.

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