António Ferreira (Matosinhos, 1946) é um escritor e dramaturgo português. Autor de textos dramáticos e de poesia, venceu em 2001 o Grande Prémio de Teatro Português da Sociedade Portuguesa de Autores e do Novo Grupo/Teatro Aberto com a peça De rastos, também apresentada como Rastos.
Biografia e obra
António Ferreira nasceu em Matosinhos em 1946. A sua produção teatral conhecida inclui as peças De rastos, Estrela da manhã, F. W. no Lumiar e Monólogo a duas vozes, recenseadas pelo projecto DramaOnline.
Em 2001, De rastos venceu o Grande Prémio de Teatro Sociedade Portuguesa de Autores/Novo Grupo. A peça estreou-se em Portugal em 24 de maio de 2002, no Teatro Aberto, em Lisboa, numa produção do Novo Grupo. No arquivo do Teatro Aberto, o espectáculo surge com o título Rastos, tendo dramaturgia e encenação de Paulo Filipe, cenário e figurinos de José Fragateiro e Vera Castro, música de Paulo Curado, apoio ao movimento de Aldara Bizarro e interpretação de Alexandre Pinto, Anabela Teixeira, Filipe Cochofel e Karas.
A peça acompanha quatro jovens que vivem provisoriamente num prédio emparedado em Lisboa, centrando-se nas relações de sobrevivência, afecto, exclusão e disputa entre as personagens Laura, João, Luís e Pedro. Num texto publicado no programa do espectáculo, o próprio autor associou a génese de Rastos à observação de jovens toxicodependentes que pernoitavam numa casa devoluta nas Amoreiras, em Lisboa.
Também em 2001, Estrela da manhã foi galardoada com o Prémio Novas dramaturgias, promovido pelo DRAMAT – Centro de Dramaturgias Contemporâneas do Teatro Nacional São João. A peça foi publicada em 2002 pela Campo das Letras, no Porto, na colecção Cadernos Dramat.
Além da dramaturgia publicada, Ferreira é autor dos textos dactiloscritos F. W. no Lumiar e Monólogo a duas vozes, ambos conservados no Museu Nacional do Teatro e da Dança, sob a cota MNTD 5-163-93. F. W. no Lumiar é descrita como uma «intervenção teatral», enquanto Monólogo a duas vozes é apresentado como uma homenagem à actriz Emília das Neves.
A sua produção literária inclui ainda poesia. No texto de apresentação de Rastos publicado pelo Teatro Aberto, Ferreira refere a relação temática entre a peça e os seus livros poéticos O Comboio de Lúcifer e Lábios de Cinza. O Comboio de Lúcifer foi publicado pela Assírio & Alvim em 1997, e Lábios de Cinza foi editado em 2002.
Obras
Teatro Estrela da manhã, Porto, Campo das Letras, 2002. De rastos, Lisboa, Sociedade Portuguesa de Autores/Publicações Dom Quixote, 2006. F. W. no Lumiar, texto dactiloscrito, 2002. Monólogo a duas vozes, texto dactiloscrito, 2002.
Poesia O Comboio de Lúcifer, Lisboa, Assírio & Alvim, 1997. Lábios de Cinza, Lisboa, & etc, 2002.
Prémios e distinções
2001 — Grande Prémio de Teatro Sociedade Portuguesa de Autores/Novo Grupo, por De rastos. 2001 — Prémio Novas dramaturgias, promovido pelo DRAMAT – Centro de Dramaturgias Contemporâneas do Teatro Nacional São João, por Estrela da manhã.
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