A Área de Proteção Ambiental da Água Santa de Minas (APA-ASM) é uma área protegida de uso sustentável localizada no estado de Minas Gerais, Brasil. A unidade foi criada pelo Decreto Municipal Nº 67 de 12 de dezembro de 2003, e é administrada pelo município de Tombos.
Histórico Conforme especifica o Decreto nº 067/2003, a criação da APA deveu-se à necessidade de proteger "grandes fragmentos de floresta de Mata Atlântica e demais formas de vegetação natural, mananciais de importância regional, uma rica fauna, ser uma área de potencial interesse turístico, nas suas diversas formas e abrigar um acervo cultural".
Localização A APA-ASM está localizada no município de Tombos, Minas Gerais, na antiga Mesorregião da Zona da Mata, atual Região Geográfica Imediata de Carangola, próximo à divisa com o Rio de Janeiro.
Legislação A APA foi criada com uma área de 6.120,973 ha, mas foi ampliada através do Decreto nº 025/2014, passando para 15.680 hectares de extensão. Zoneamento O zoneamento da APA-ASM foi definido no artigo 5º do Decreto nº 067/2003:
Zona de Preservação da Vida Silvestre (ZPVS): "áreas sem aptidão agrícola"; Zona de Conservação das Vidas Silvestres (ZCVS): área destinada à silvicultura e pastagens, mediante licença da prefeitura e com visitação pública permitida aos pontos turísticos; Zona de Uso Alternativo dos Solos (ZUAS): permitido o uso para silvicultura e pecuária.
Biodiversidade O município de Tombos está inserido no bioma Mata Atlântica, com clima tropical. Dentre os mamíferos encontrados na APA-ASM, em vários estágios de vulnerabilidade (pelos critérios da IUCN), estão a lontra (Lontra longicaudis), o gato-mourisco (Puma yagouaroundi), o cateto (Pecari tajacu), o barbado (Alouatta guariba clamitans) e o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita). Em situação pouco preocupante, estão a preguiça-comum (Bradypus variegatus), o mão pelada (Procyon cancrivorus) e a irara (Eira barbara). Em 2005, foi também registrada na região a presença do jupará (Potos flavus), que não era avistado em Minas Gerais desde 1943.
Na avifauna, correm risco a maracanã-verdadeira (Primolius maracana), tiririzinho-do-mato (Hemitriccus orbitatus), cuitelão (Jacamaralcyon tridactyla) e choquinha-chumbo (Dysithamnus plumbeus); outras espécies, como o inhambuguaçu (Crypturellus obsoletus), o baiano (Sporophila nigricollis) e o chorão (Sporophila leucoptera), são vítimas de caça ilegal e captura por traficantes de animais. No Atlas de Conservação da Biodiversidade em Minas Gerais, a APA-ASM consta como tendo "Importância Biológica Muito Alta" para anfíbios e "Alta" para aves.
Visitação As áreas de proteção ambiental incluem terras públicas e privadas. As áreas públicas normalmente são de livre acesso; em relação às privadas, depende da autorização do proprietário. É recomendável consultar o órgão gestor antes da visita (neste caso, o Conselho Municipal de Meio Ambiente - CODEMA).
Ligações externas
Água Santa de Minas