Antonio Mennini (Roma, 2 de setembro de 1947) é um prelado italiano da Igreja Católica, tendo servido como núncio apostólico de 2000 a 2017.

Família e formação

Antonio Mennini nasceu em 2 de setembro de 1947, em Roma. Ele teve treze irmãos. Seu pai, Luigi Mennini, falecido em 1997, era diretor administrativo do Instituto para as Obras de Religião na época em que as acusações de lavagem de dinheiro foram feitas contra o Arcebispo Paul Marcinkus, então presidente do Instituto. Luigi foi preso em relação ao colapso de um banco com sede em Nova Iorque, administrado pelo fraudador condenado Michele Sindona; ele sempre negou as acusações. O irmão do arcebispo, Alessandro, trabalhou para o Banco Ambrosiano, instituição que faliu em meio à controvérsia da morte de Roberto Calvi, que foi encontrado enforcado em 1982 em Londres.

Ele estudou no Almo Collegio Capranica e foi ordenado sacerdote para a Diocese de Roma em 14 de dezembro de 1974, pelo Cardeal Ugo Poletti, Vigário Geral de Roma.

Frequentou, em seguida, a Pontifícia Academia Eclesiástica e obteve um doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense. Trabalhou como padre auxiliar na Diocese de Roma até ingressar no serviço diplomático da Santa Sé em 1981. Ele serviu nas Representações Pontifícias em Uganda, depois na Turquia e, posteriormente, em Roma, no Conselho de Assuntos Públicos da Igreja da Secretaria de Estado, que hoje se denomina Seção para as Relações com os Estados da Santa Sé.

Núncio Em 8 de julho de 2000, o Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico na Bulgária e arcebispo titular de Ferentium. Mennini foi ordenado em 12 de setembro de 2000, na Basílica de Santa Maria Maior, pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado da Santa Sé; os principais consagradores foram o Cardeal Camillo Ruini, Vigário Geral de Roma, e o Arcebispo Jean-Louis Pierre Tauran, Secretário para as Relações com os Estados.

Pouco depois de chegar a Sófia, ele começou a preparar a visita do Papa João Paulo II ao país em 2002. A visita foi interpretada como um sucesso, em grande parte porque o novo núncio estabeleceu excelentes relações de trabalho com líderes ortodoxos que inicialmente se opuseram a ela.

Em 6 de novembro de 2002, o papa o transferiu para a Representação na Federação Russa. O Papa Bento XVI, em 26 de julho de 2008, também o nomeou Núncio Apostólico no Uzbequistão. miniaturadaimagem|Vladimir Putin e arcebispo Antonio Mennini|esquerda

Ao longo de seu mandato, Monsenhor Mennini contribuiu para melhorar significativamente as relações da Santa Sé com os antigos países soviéticos da federação e com a Igreja Ortodoxa. Os ortodoxos russos criticavam Roma por estabelecer dioceses na Rússia com pouca consulta. Graças aos esforços de reconciliação promovidos pelo núncio, a situação começou a mudar e, em dezembro de 2009, o presidente Dmitri Medvedev ordenou o estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre os dois países. Assim, em 2010, ele se tornou o primeiro núncio na Rússia, apresentando suas credenciais ao Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, em 15 de julho.

Em 18 de dezembro de 2010, Monsenhor Mennini foi nomeado Núncio Apostólico na Grã-Bretanha. Ele deveria tratar especialmente da aplicação do motu proprio Anglicanorum Coetibus. A Rainha Elizabeth II recebeu suas credenciais em 2 de março de 2011.

Seu mandato na Grã-Bretanha terminou em 6 de fevereiro de 2017, e ele voltou para a Cúria Romana para servir na Secretaria de Estado. Em seu novo cargo, ele é responsável por monitorar as relações entre a Santa Sé e a Itália.

Caso Aldo Moro Mennini é conhecido na Itália como o padre que ouviu a confissão final do primeiro-ministro assassinado do país, Aldo Moro, em 1978. Moro havia sido sequestrado e estava sendo mantido em cativeiro em um local secreto pelas Brigadas Vermelhas, um grupo militante italiano de esquerda. Acredita-se que o então padre assistente Mennini entregou uma carta do Papa Paulo VI aos terroristas e uma carta da esposa de Moro ao próprio Aldo. Pouco depois de sua missão secreta, o primeiro-ministro foi assassinado e seu corpo foi abandonado no centro de Roma. O Vaticano protegeu o padre de ter que depor em audiências estatais subsequentes sobre o sequestro e assassinato de Moro.

Apenas em 2015, o Papa Francisco o autorizou a fazê-lo.

Honras

Ordem do Mérito da República Italiana: grau Comendador (27 de novembro de 1992); Grande Oficial (6 de março de 2000); Cavaleiro da Grã-Cruz (15 de dezembro de 2017) Ordem de Madara, 1º Classe: concedida pela Bulgária Ordem do Príncipe Daniel de Moscou, 3º Classe: concedida em 2007 por Aleixo II de Moscou, Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, "em reconhecimento aos seus esforços para estabelecer boas relações entre as Igrejas Ortodoxa Russa e Católica Romana e por ocasião do 60º aniversário de seu nascimento" Ordem da Amizade: concedida em 13 de fevereiro de 2011, pelo presidente Medvedev, por sua contribuição às relações russo-vaticanas.

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