José Rivair Macedo é um historiador brasileiro, natural de Umuarama, no estado do Paraná. Filho de pais mineiros, realizou sua formação básica e universitária em São Paulo, transferindo-se para o Rio Grande do Sul em 1993 após aprovação em concurso para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor universitário e pesquisador especializado em História Medieval e História da África. É reconhecido como uma das principais referências brasileiras nos estudos africanos, destacando-se por suas contribuições à renovação da historiografia sobre a África e à consolidação do ensino de História da África no Brasil, especialmente após a promulgação da Lei nº 10.639/2003.
Graduado em História pela Universidade de Mogi das Cruzes (1985) e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (1993). É professor titular do Departamento de História e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em História das Sociedades Africanas Antigas, desenvolve pesquisas sobre as formações sociais mandinga e songai, as sociedades yorùbá e as relações entre o Reino do Kongo e o Vaticano. Desde 2007, destaca-se pela produção e divulgação do conhecimento sobre a História da África (2013) e as Antigas Sociedades da África (2021). Realizou estágio sênior na Universidade de Lisboa e integra instituições acadêmicas nacionais e internacionais voltadas aos estudos africanos.
Principais obras
História Medieval
A Mulher na Idade Média (1989); Movimentos Populares na Idade Média (1992); Religiosidade e Messianismo na Idade Média (1996); Viver nas Cidades Medievais (1999);
História da África
Os Filhos de Cam: a África e o Saber Enciclopédico Medieval (2001); Desvendando a História da África (2008); História da África (2013); A História da África Vista pelos Africanos: Gênese e Desenvolvimento da Escola de Dakar (2014); Dicionário de História da África: Séculos VII-XVI (com Nei Lopes, 2017); Antigas Sociedades da África negra (2021);
Contribuições historiográficos José Rivair Macedo destaca-se por defender que a História da África deve ser estudada a partir de suas próprias dinâmicas políticas, econômicas, sociais e culturais, superando visões que associam o continente exclusivamente à escravidão, ao colonialismo ou à dependência da ação europeia.
Sua produção contribuiu para a difusão de perspectivas que reconhecem a complexidade das sociedades africanas e a legitimidade das tradições orais, da arquelogia e das fontes árabes como instrumentos fumdamentais para a reconstrução histórica do continente.
Reconhecimentos acadêmicos
Pesquisador do CNPq desde 1995 e possui Bolsa de Produtividade em Pesquisa nível 1D, uma das mais importantes distinções concedidas pela comunidade científica brasileira a pesquisadores com produção consolidada. Integra a Academia Portuguesa da História, uma das mais tradicionais instituições de pesquisa histórica do mundo lusófono, reconhecimento reservado a pesquisadores de destaque em suas áreas. Diversas fontes acadêmicas o apresentam como um dos prioneiros da consolição dos estudos de História da África no Brasil, especialmente após a implementação da Lei 10.639/2003. Seu livro História da África é frequentemente citado como obra de referência para a formação de professores e pesquisadores.