Luiza Lusvarghi (Lins, 9 de julho de 1956) é uma jornalista, crítica de cinema, pesquisadora, escritora e professora brasileira. Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), é reconhecida por sua atuação nos campos dos estudos de cinema, audiovisual e relações de gênero. É autora de obras dedicadas ao cinema brasileiro e latino-americano, à ficção audiovisual e à crítica cultural, além de coorganizadora de Mulheres Atrás das Câmeras: Cronologia das Cineastas Brasileiras de 1930 a 2019, obra finalista do Prêmio Jabuti de 2020 na categoria Artes. Atua como pesquisadora e professora vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi diretora da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
Biografia Luiza Lusvarghi (Lins, 9 de julho de 1956) é uma jornalista, crítica de cinema, pesquisadora, escritora e professora brasileira. Reconhecida por sua atuação nos estudos de cinema, audiovisual e relações de gênero, desenvolve pesquisas sobre cinema brasileiro e latino-americano, gêneros cinematográficos, ficção audiovisual e representações femininas no cinema contemporâneo.
Graduou-se em Letras e posteriormente em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Obteve os títulos de mestre e doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), realizando pesquisas voltadas à televisão, ao audiovisual brasileiro e às transformações da cultura midiática. Realizou ainda estágios de pós-doutorado na ECA-USP, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Sua trajetória profissional teve início no jornalismo cultural e na crítica cinematográfica, colaborando com veículos como ''Revista SET'', ''Shopping News'', ''Diário Popular'' e ''O Estado de S. Paulo''. Ao longo de sua carreira consolidou-se como pesquisadora dos meios audiovisuais, dedicando-se ao estudo das relações entre cinema, televisão, cultura digital e processos de convergência midiática.
Entre suas principais obras estão ''De MTV a Emetevê: Pós-Modernidade e Cultura McWorld na Televisão Brasileira'' (2007), estudo sobre a presença e a influência cultural da MTV no Brasil; ''Cinema Nacional e World Cinema'' (2010); ''O Crime como Gênero na Ficção Audiovisual da América Latina'' (2018); e ''A Mulher do Futuro: Filmes, Feminismos e Distopias Brasileiras'' (2025), dedicada à análise das representações femininas em narrativas distópicas brasileiras. miniaturadaimagem|329x329px|Da esquerda para a direita: Lúcia Murat, Julia Rezende, Luiza Lusvarghi e Roni Filgueiras. Lusvarghi destacou-se também como organizadora de coletâneas voltadas aos estudos de cinema e audiovisual. Entre elas, a mais conhecida é ''Mulheres Atrás das Câmeras: Cronologia das Cineastas Brasileiras de 1930 a 2019'', organizada em parceria com Camila Vieira da Silva e publicada pela Editora Estação Liberdade em colaboração com a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). A obra reúne ensaios e levantamentos históricos sobre a participação das mulheres na cinematografia brasileira e tornou-se uma referência para pesquisas sobre gênero e cinema no país.
Em 2020, ''Mulheres Atrás das Câmeras'' alcançou ampla repercussão na imprensa cultural e acadêmica, sendo indicado ao Prêmio Jabuti na categoria Artes. No mesmo período, Lusvarghi participou de debates públicos sobre a presença feminina no audiovisual brasileiro, incluindo o podcast ''Ilustríssima Conversa'', da ''Folha de S.Paulo'', ao lado das cineastas Lúcia Murat, Tata Amaral e Julia Rezende, discutindo a contribuição histórica das diretoras brasileiras e os desafios da equidade de gênero na indústria cinematográfica.
Além da produção acadêmica, exerce atividades de pesquisa e docência junto ao Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Integra o Grupo de Estudos sobre Gêneros Cinematográficos e Audiovisuais (Genecine) e desenvolve pesquisas voltadas ao cinema fantástico, ao horror e às representações femininas no audiovisual latino-americano.
Foi diretora da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e participa de iniciativas voltadas à promoção da diversidade e da presença feminina no campo audiovisual, entre elas os coletivos Elviras de Críticas de Cinema, Manifesta e + Mulheres do Audiovisual.
Em 2021, fundou a Editora Polytheama, especializada em cinema, audiovisual e cultura, tornando-se também organizadora das coleções ''Temas e Estudos de Cinema'' e do selo editorial ''Phantastika'', dedicado à publicação de obras sobre ficção científica, fantasia e horror. Paralelamente à atividade editorial, mantém atuação como pesquisadora, crítica e ensaísta, contribuindo para o desenvolvimento dos estudos de cinema e audiovisual no Brasil.
Referências