O orantinib (códigos TSU-68 ou SU6668) é um fármaco experimental sintético de baixo peso molecular que atua como inibidor de múltiplos recetores de quinase de tirosina, desenvolvido para o tratamento de tumores sólidos malignos através do bloqueio simultâneo da angiogénese e da proliferação celular. O seu mecanismo de ação baseia-se na inibição competitiva da ligação do trifosfato de adenosina (ATP) aos domínios catalíticos de três vias moleculares principais: o recetor 2 do fator de crescimento do endotélio vascular (VEGFR-2), o recetor do fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR-beta) e o recetor 1 do fator de crescimento fibroblástico (FGFR-1). Ao suprimir estas cascatas de sinalização, o composto impede a formação de novos vasos sanguíneos, desestrutura a vasculatura tumoral existente e induz a apoptose das células cancerígenas. Quimicamente classificado como um derivado de oxindol (fórmula molecular C₁₈H₁₈N₂O₃), o orantinib avançou para ensaios clínicos avançados focado no carcinoma hepatocelular. O seu principal marco foi o estudo internacional de Fase III denominado ORIENTAL, que testou o fármaco combinado com quimioembolização transarterial (TACE); contudo, o ensaio foi descontinuado porque a terapia combinada não aumentou de forma estatisticamente significativa a sobrevivência global dos doentes em comparação com o placebo, embora tenha demonstrado um perfil de toxicidade tolerável e prolongado o tempo até à progressão da doença.https://www.sciencedirect.com/topics/pharmacology-toxicology-and-pharmaceutical-science/orantinib

Categoria:Antineoplásicos Categoria:Fármacos experimentais Categoria:Inibidores da tirosina quinase Categoria:Oxindóis