miniatura|A livraria britânica Gay's the Word em Londres Livraria LGBT corresponde a livrarias especializadas em livros escritos por autores gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros ou queer, ou que exploram temas LGBT. Algumas livrarias se concentram especificamente em literatura gay ou lésbica, ou em gêneros como ficção, não-ficção, pornografia ou histórias em quadrinhos.
História Em todo o mundo, a literatura LGBT+ enfrentou censura explícita por parte dos governos, ou as livrarias convencionais deixaram de estocar livros de autores ou sobre vidas LGBT, limitando o acesso a tais livros. Assim, essas livrarias especializadas surgiram por necessidade, protesto ou para celebrar a literatura LGBT+ e criar um espaço seguro para tal público.
Durante a década de 1960, a impressão tornou-se mais barata e menos controlada institucionalmente devido à proliferação de fotocopiadoras. As editoras tradicionais não apoiavam a publicação LGBT, mas a autopublicação e as pequenas editoras permitiram que pessoas LGBT criassem seus livros por conta própria. Essas obras eram distribuídas por correio, no boca a boca e em locais alternativos, até que as livrarias LGBT lhes proporcionaram uma plataforma. Elas tornaram-se mais comuns durante a década de 1970, juntamente com as livrarias feministas. Na década de 1980, livrarias LGBT estavam presentes em vários países, incluindo em mais de 20 cidades da América do Norte.
Por correspondência David K. Johnson argumentou que a literatura LGBT+ foi fundamental para a formação da identidade LGBT no século XX, o que Katelyn Spencer descobriu que ainda é verdade no século XXI. Johnson observou que, para contornar as editoras tradicionais, "homens gays e lésbicas desenvolveram suas próprias maneiras de vender e distribuir [livros], primeiro por meio de serviços de venda de livros por correspondência e mais tarde por meio de livrarias físicas".
Censura das livrarias convencionais
Em julho de 2023, a cadeia de livrarias húngara Lira foi multada por vender cópias do romance gráfico Heartstopper sem a embalagem exigida pelas leis do país contra a "promoção" da homossexualidade introduzidas pelo governo de extrema-direita de Viktor Orban em 2021.
Em junho de 2024, a livraria Le Failler, na França, foi vandalizada por exibir bandeiras do arco-íris na entrada.
Exemplos miniatura|Vitrine da livraria francesa Violette and Co, em Paris The Bookshop Darlinghurst foi fundada em 1982, na Austrália, por Les McDonald e Wayne Harrison em Sydney, dois anos antes de Nova Gales do Sul descriminalizar o sexo entre homens. Librairie L'Androgyne abriu em Montreal, no Canadá, em 1973 e fechou em 2002. Violette and Co é uma loja e café especializado em escrita lésbica e feminista, aberta em 2004 em Paris, na França. Fechou em 2022, mas foi reaberto em 2024 após uma campanha de financiamento coletivo. Queer Ink é a primeira livraria LGBT da Índia, fundada em 2010 por Shobna Kumar. Começou como uma livraria online, com títulos em vários idiomas. A Livraria Oscar Wilde foi inaugurada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1967, fundada por Craig Rodwell, próxima ao histórico bar Stonewall Inn. A Gladys Books and Wine abriu em setembro de 2025 no Brooklyn, Nova Iorque, Estados Unidos, como uma loja especializada em escrita lésbica e feminista, com foco em histórias e comunidade lésbica negra. Gay's the Word é a primeira livraria gay da Inglaterra, foi inaugurada em Londres, no Reino Unido, em 1979. Foi alvo de uma batida policial em 1984, ao abrigo da Seção 28 das leis anti-homossexualidade introduzidas pelo governo conservador de Margaret Thatcher. A Lavender Menace foi a primeira livraria lésbica e gay da Escócia, no Reino Unido, inaugurada em 1982 como uma loja física por Sigrid Nielsen e Bob Orr. A banca de mercado predecessora, Open Gaze, havia sido inaugurada em 1976 como uma iniciativa do Centro de Informação Gay do Grupo Escocês de Direitos Homossexuais. Livraria Aberta está localizada na cidade do Porto, em Portugal, e foi fundada em 2021, depois do segundo confinamento por conta da pandemia de COVID-19, como a única do tipo no país. Livraria Futuro Infinito foi a primeira livraria LGBT fundada no Brasil. Foi fundada como Livraria do Meio em 21 de setembro de 1998 na Rua Oscar Freire, em São Paulo, por Aldo Bocchini Neto. Em 1999, ele vendeu para Sérgio Miguez. GLS Salvador foi a primeira livraria especializada na literatura homoafetiva de Salvador, no Brasil, aberta em 2011 no bairro da Barra pela administradora Mônica Tavares. Livraria Pulsa é uma livraria que funciona dentro do Bar Das, no bairro da Santa Cecília em São Paulo, no Brasil. Aberta por Caroline Fernandes e Fer Krajuska em 8 de abril de 2022, o espaço sucedeu a loja de produtos eróticos que funcionava naquela sala do bar. Queer Livros Editora e Livraria é o resultado da expansão da atuação da Queer Livros de apenas editora para também livraria em 2023, em São Paulo, Brasil.
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