O coitocentrismo é a ideia de que, em uma relação sexual, a penetração (seja vaginal ou anal) é a prática essencial. Essa ideia tende a hierarquizar a sexualidade em duas categorias: por um lado, práticas consideradas "significativas, adultas e completas"; por outro, aquelas consideradas "vaidosas, infantis e imaturas". Nas últimas décadas, muitos psicólogos e especialistas em sexualidade têm criticado o termo "preliminares", pois ele reforça essa ideia.
Historicamente, "relação sexual" e "coito" têm sido usados como sinônimos. Essa confusão entre os termos levou à negação do nome e do status de "relação sexual" para práticas que não envolvem penetração ou à desconsideração delas como meio de alcançar prazer ou orgasmo. O coitocentrismo em casais heterossexuais tem sido frequentemente apontado como um dos principais fatores que contribuem para a diferença de orgasmo; diversos estudos sobre comportamento e atitudes sexuais concluíram que muitos desses casais priorizam a penetração (peniana-vaginal) e a satisfação masculina (já que a mulher não tem tanta sensibilidade na vagina), o que implica que se trata de um fenômeno social e cultural.
Ver também Falocentrismo
Categoria:Sexualidade