O nacionalismo de Estado ou nacionalismo conduzido pelo Estado é uma forma de nacionalismo que equipara a identidade do Estado à identidade da nação ou atribui um valor central à autoridade estatal. O nacionalismo de Estado chega a ser equiparado ao nacionalismo cívico, mas está mais associado a políticas iliberais, autoritárias e totalitárias.
Em sua estrutura conceitual, o nacionalismo de Estado é um processo “de cima para baixo”, no qual o aparato estatal cria e promove uma identidade nacional para assegurar sua legitimidade política. Diferentemente do mero nacionalismo étnico, que normalmente surge como um movimento “de baixo para cima”, baseado em uma ancestralidade comum, o nacionalismo de Estado fundamenta-se nas fronteiras jurídicas e políticas já existentes do Estado. Estudiosos como Anthony D. Smith classificam esse fenômeno como uma característica das “nações territoriais”, nas quais o Estado existe antes que se forme um sentimento coeso de pertencimento nacional. Nesse modelo, o Estado utiliza instituições (como a educação pública, o serviço militar e as políticas oficiais de idioma) para assimilar populações diversas em um único corpo nacional.
Politicamente, não está acorrentado a um espectro, variando entre a abordagem fascista à socialista autoritária. No espectro fascista, pode se enquadrar o do franquismo ao fascismo italiano, sendo no último um sentimento explicitado na emblemática frase de Mussolini: “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. No Japão, é notável no Período Shōwa, onde o ultranacionalismo japonês é comumente descrito como “ultranacionalismo de Estado” (em japonês: 超国家主義), valorizando unidade estatal em torno do Imperador do Japão. No campo socialista autoritário, é evidente no nacionalismo soviético e no nacionalismo de Estado chinês.
Ver também
Nacionalismo integral Franquismo Fascismo italiano Patriotismo socialista
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