thumb|Fotografia de Francisco Soares Francisco Soares (4 de Janeiro de 1880 – 9 de Maio de 1963) foi um advogado, fazendeiro e político brasileiro. Elegeu-se Deputado Estadual, integrando a 2.ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) pela legenda da União Democrática Nacional (UDN).Lista de deputados estaduais do Paraná da 2.ª legislatura – Wikipédia, a enciclopédia livre
Atuação Jurídica e a Revolução de 1930
No período de expansão das frentes pioneiras, Francisco Soares tornou-se fazendeiro e advogado no Vale do Tibagi. Após a Revolução de 1930, a região de São Jerônimo da Serra passou a ser administrada pelo prefeito Euzébio Barbosa de Menezes, cujo governo foi caracterizado por perseguições e instabilidade civil.Jataizinho obteve vantagem com Revolução de 30 - Folha de Londrina
Diante dos abusos das autoridades locais, a população buscou o apoio jurídico de Francisco Soares, que possuía suas propriedades a cerca de vinte e cinco quilômetros do centro da cidade. Em 16 de dezembro de 1931, um grupo com 75 cidadãos assinou um mandato concedendo-lhe plenos poderes para representá-los perante o Interventor Federal do Paraná, exigindo que a sede da comarca fosse transferida para o distrito de Jataí. Finalmente, a articulação resultou - em maio de 1932 - na recepção do novo interventor, Manoel Ribas, por Soares, em Jataí, e a demonstração de força política concretizou-se com o Decreto n.º 1.076 de 13 de maio de 1932, que extinguiu o município de São Jerônimo e promoveu Jataí (atual Jataizinho) a município-sede.
Carreira Parlamentar
Com a redemocratização após o Estado Novo, Francisco Soares transformou sua liderança regional em representação, estadual. Foi eleito Deputado Estadual pela UDN, para a 2.ª Legislatura no Paraná. Os anais da ALEP registram sua assiduidade nas sessões plenárias e nas deliberações na companhia de históricos como Nilson Batista Ribas e Antonio Annibelli.Anais - Assembleia Legislativa do ParanáAta da 17.ª Sessão Ordinária, em 15 de Abril de 1951</ref>
Vida Pessoal e Linhagem Amaral Soares
Foi no dia 23 de junho de 1912 que Francisco Soares contraiu matrimônio com Antonieta do Amaral Soares. Antonieta nasceu em 26 de novembro do ano de 1888, cidade de Piraí do Sul, filha de José Brígido do Amaral. Tratava-se de uma linhagem tradicional, com propágulos na formação daquela que se fez nossa nobreira do lado do lar. Antonieta tinha raízes na nobreza portuguesa da região de Viseu.Amaral - Sobre Nomes
Do consórcio germinaram diversos filhos responsáveis por perpetuar na região o sobrenome, incluindo Lupércio, Lucrécio, Lício, Laércio, Leonini e **Leonércio do Amaral Soares**. O casal se mostra pilar genealógico de uma linhagem que produziu juristas, militares e agentes do Estado.
Entre seus descendentes diretos de maior destaque nacional está o seu filho **Leonércio do Amaral Soares**, que seguiu a carreira do Estado como oficial militar veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, oficial do serviço de inteligência, e cofundador da Justiça Federal em Curitiba. Antonieta faleceu em 12 de fevereiro de 1976 e foi sepultada em Peabiru.
Legado e a Fundação de Santa Cecília do Pavão
A vocação colonizadora de Francisco Soares foi herdada diretamente por seu prole, Lupércio do Amaral Soares, reconhecido historicamente como o fundador do município de Santa Cecília do Pavão. Foi em 1945 que Lupércio ergueu o primeiro barracão próximo ao Rio Pavão, colocando em movimento o processo de desbravamento da área para a cultura do café.
Reconhecendo historicamente o patriarca da família fundadora, o município de Santa Cecília do Pavão promulga a Lei Municipal n.º 034/90, de 30 de outubro de 1990, denominando oficialmente uma de suas vias urbanas de "Rua Francisco Soares". A via mantém-se integrada à infraestrutura local, constando em deliberações recentes do legislativo municipal.
Bibliografia de Referência
A trajetória de Francisco Soares e a expansão de sua família no Norte do Paraná foram amplamente retratadas na obra *"Um Pioneiro nos Sertões do Tibagi"* (2011, Editora Schoba, ISBN 9788580130539), escrita por seu neto, o Dr. Francisco Striquer Soares.Catálogo de Cursos - Ciências Biológicas - UEL A Relação com o Saber e a Relação com o Ensinar - UEL Diário Oficial do Estado do Paraná - Documento UEL
A pertinência historiográfica e etnográfica deste acervo familiar é comprovada por sua validação acadêmica. A obra é considerada como fonte primária em pesquisas de geografia histórica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), tendo sido citada com frequência no artigo científico *"Invernada como Paisagem Tipo Vernacular"* (2018), publicado na Revista Geografar.
Ver Também
Assembleia Legislativa do Estado do Paraná Santa Cecília do Pavão Jataizinho
Referências
Categoria:Advogados do Brasil